domingo, 16 de outubro de 2016

PROFESSOR FERNANDO ELEODORO SANTANA - GRANDE MESTRE

HOMENAGEM DE VALDOMIRO OLIVEIRA AO GRANDE MESTRE - PROFESSOR FERNANDO ELEODORO SANTANA


"A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas."

Esta estrofe de Pessoa traduz o que meu mestre querido Fernando Eleodoro me ensinou.Valdomiro Oliveira


ZILTON ROCHA - Colega do curso de Ginásio em Nova Canaã Bahia

Me emocionei muito com esta homenagem a Fernando. Nascido na zona rural de Ubaíra, chegou a Nova Canaã em 1957. Se matriculou no 3º ano primário. Achava que não daria conta de estudar numa "metrópole" com era aquela Vila de Nova Canaã, no 4º ano, apesar de já haver concluído o 3º. A professora do 3º ano fez um “ditado de palavras” e ele só errou duas. Uma foi Washington que ele matou a pau, mas escreveu Uoston. A outra não me lembro. Aí ela disse não, você vai para o 4º ano, Você é mais "forte" do que alguns que estão lá! Foi aí que nos encontramos. Eu fazia o 4º ano. Isso quer dizer que daqui há alguns meses, início de 2017, completarão sessenta anos que nos tornamos colegas e, para sempre, meu amigo-irmão. 

Foi ele, também, que me entronizou na profissão de Professor. Eu morava no Rio e ele foi acompanhando uma excursão do Colégio Florestal de Nova Canaã, onde nós estudamos, e durante uma semana ficou buzinando no meu ouvido para voltar para a Bahia que ele conseguia aulas para mim em Vitória da Conquista e eu viraria PROFESSOR. No primeiro momento achei aquela ideia tão estapafúrdia, que nem levei a sério. Eu estava concluindo o curso médio, na realidade o Clássico. Na véspera de a excursão retornar, pedi demissão do trabalho, entrei no ônibus junto com a turma e “armei minha barraca” foi na Bahia mesmo.

Valho-me desse Dia do Professor de 2016 para me associar a todas e todos que tiveram o privilégio de ser alunas(os) de Fernando. Mais que isso, quero com essas lembranças, fazer, publicamente, uma homenagem especialíssima a ele. Agradecer pela insistência e convencimento que me proporcionaram a chance de voltar para a Bahia e...virar professor!!
Vou contar pra vocês uma das de Fernando. Lá em V. Conquista, quando ele trabalhou no curso primário, ele conseguia “ganhar” tanto as crianças para a leitura, que algumas começavam a ler desbragadamente. Ao ponto de muitos pais procurarem Fernando e pedir para ele dizer à filha(o) que não precisava ler tanto assim não. Ele prometia que ia falar com a criança. Sabem o que ele dizia? Sua mãe ou seu pai disse que você estava indo tão bem, gostando de ler e começou a ficar mais desinteressada(o) e que, por isso, me pediu para ver com você o que está acontecendo. Aí é que a meninada lia!! Houve pais que disseram é professor não adiantou nada. Mesmo o senhor pedindo pra não ler, agora é que ela está lendo mais ainda...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE JOÃO PEDRO DE ANDRADE

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE - JOÃO PEDRO DE ANDRADE
Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando M.V. Matos em Nova Canaã, Bahia, 28-10-2015. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)



João Pedro Andrade – Nascido em Itajaí em 1932, na Fazenda Cebola, Região de Itajaí, Município de Poções, hoje Nova Canaã, Filho João Felix de Andrade e Maria dos Santos Moura. Seus pais chegaram na região da Cebola em 1926, quando ainda não existia a Vila de Itajaí.

José Augusto de Andrade pai de João Felix de Andrade, morador de Jiquiriçá, veio fazer uma vista a Água Fria em 1925, ficando hospedado na casa de Elói. Conheceu a região do Riacho de Zé Antônio onde escolheu um pedaço de terra para viver. Retornou a Jiquiriçá e logo faleceu. Sua mulher Maria Lucinda veio para Água Fria em 1926, trazendo os seus filhos, um Jegue, uma espingarda e um cachorro, para assumir o local onde o seu marido havia escolhido para morar no Riacho de Zé Antônio. Houve algum problema na posse dessa terá e tiveram que migrar no mesmo ano para a região da Cebola, quando trocaram a espingarda e o cachorro com um índio pela posse da terra.

Itajaí – Distrito de Poções quando foi fundada em 1926 pelos imigrantes da região de Jiquiriçá, João Felix de Andrade, pai de João Pedro de Andrade. No início da colonização a atividade principal era o plantio de café o que atraiu muitas pessoas para essa atividade quando outras famílias migraram para a região. Um pequeno arraial foi construído no entrono de 2 vendas de cachaça e alguns cereais, denominada de Garrancho. A Vila foi construída nas terras de Marian Guilherme e loteada por Antônio Sabino quando chegaram para morar João Ribeiro, Cartun (sujeito muito valente), João Ferreiro, Rodires e Argemiro Xavier. Em 1935 Juvenal de Assis Leal junto com sua esposa Maria da Silva Leal migraram, também, da região de Jiquiriçá para Itajaí, quando já existiam 3 casas nessa localidade. Primeiros Moradores: João Felix de Andrade (1926), região da Cebola, Manuel Lino de Andrade, João Silva (filho de Antônio João), Manuel (Zinho) e Juvenal de Assis Lea (1935).

Jiquiriçá - O povoado teve início em 1860, em um local conhecido como “velhas”, pertencente ao município de São Vicente Férrer D’Areia. Nasceu como local de pouso para os tropeiros que viajam conduzindo cargas entre Nazaré e Aratuípe até Vitória da Conquista. Foi elevado à categoria de freguesia em 16 de setembro de 1878, passando a chamar-se Senhor do Bomfim da Capela Nova, em decorrência da existência de uma capela no povoado dedicada a esse Santo. Em 1891, através do ato estadual datado de 31 janeiro, tornou-se município, com o nome de Capela Nova de Jiquiriçá, desmembrando-se de São Vicente Férrer D’Areia. Em 1904, pela lei estadual nº 570, de 15 de setembro de 1904 seu nome foi simplificado para Jiquiriçá - nome indígena que quer dizer instrumento de pesca (Jiquir) de rio (Içá). A Lei Estadual 1882 de 16 de julho de 1926, desmembrou do município o distrito de Mutum, que mais tarde originaria o município de Mutuípe. Em 1943, o município de Jiquiriçá foi extinto e anexado ao município de Mutuípe, só sendo restaurado um ano mais tarde, em 1º de junho de 1944 (Fonte Wikipédia).


EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015


COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE - JOÃO PEDRO DE ANDRADE

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando M.V. Matos em Nova Canaã, Bahia, 10-10-2015. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Aurindo de Assis Leal – Zeca Fiscal – Nascido em Itajaí em 12 de novembro 1937, Filho de Juvenal de Assis Leal e Maria da Silva Leal, casado como Luzia em 1957 com quem teve 05 filhos. Zeca Fiscal trabalhou por vários anos como fiscal de tributos da Prefeitura Municipal de Nova Canaã em Itajaí tendo uma participação ativa nessa comunidade.

Juvenal de Assis Leal – Nascido em Jiquiriçá região de Amargosa, Bahia filho de Eugênio de Assis Leal, e irmão de Miguel (Vereador em Canaã), Olegário, Pedro, Adélia, Francinha, todos com o sobrenome Assis Leal. Casou-se com sua prima carnal Maria da Silva Leal, filha de Francisco de Assis Leal, em 1935, em Jiquiriçá, quando se mudou para Itajaí onde já moravam alguns dos seus parentes. Fazendeiro e agricultor se dedicou no início da vida ao plantio do café e a criação de gado. Teve um papel importante na eleição de Jezimiel Norberto como primeiro prefeito de Nova Canaã. O Sobrenome Rodrigues foi trocado por Assis devido ao nascimento do pai de Eugénio de Assis Leal, no dia do Santo Francisco de Assis.

Jiquiriçá - O povoado teve início em 1860, em um local conhecido como “velhas”, pertencente ao município de São Vicente Férrer D’Areia. Nasceu como local de pouso para os tropeiros que viajam conduzindo cargas entre Nazaré e Aratuípe até Vitória da Conquista. Foi elevado à categoria de freguesia em 16 de setembro de 1878, passando a chamar-se Senhor do Bomfim da Capela Nova, em decorrência da existência de uma capela no povoado dedicada a esse Santo. Em 1891, através do ato estadual datado de 31 janeiro, tornou-se município, com o nome de Capela Nova de Jiquiriçá, desmembrando-se de São Vicente Férrer D’Areia. Em 1904, pela lei estadual nº 570, de 15 de setembro de 1904 seu nome foi simplificado para Jiquiriçá - nome indígena que quer dizer instrumento de pesca (Jiquir) de rio (Içá). A Lei Estadual 1882 de 16 de julho de 1926, desmembrou do município o distrito de Mutum, que mais tarde originaria o município de Mutuípe. Em 1943, o município de Jiquiriçá foi extinto e anexado ao município de Mutuípe, só sendo restaurado um ano mais tarde, em 1º de junho de 1944 (Fonte Wikipédia).

Itajaí – Distrito de Poções quando foi fundada em 1926 pelos imigrantes da região de Jiquiriçá, João Felix de Andrade, pai de João Pedro de Andrade. No início da colonização a atividade principal era o plantio de café o que atraiu muitas pessoas para essa atividade quando outras famílias migraram para a região. Em 1935 Juvenal de Assis Leal junto com sua esposa Maria da Silva Leal migraram, também, da região de Jiquiriçá para Itajaí, quando já existiam 3 casas nessa localidade. Primeiros Moradores: João Felix de Andrade (1926), Manuel Lino de Andrade, João Silva (filho de Antônio João), Manuel (Zinho) e Juvenal de Assis Lea (1935)

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

ELEIÇÃO PARA PREFEITO (1963), NOVA CANAÃ (BA) - O APOIO DE JUVENAL LEAL A JEZIMIEL - ZECA FISCAL.





quarta-feira, 6 de julho de 2016

O SEGREDO DOS EVANGÉLICOS – Crônica de Marcos Lira

MATÉRIA PUBLICA NO BLOGER CacaMedeirosFilho: http://cacamedeirosfilho.blogspot.com.br/2016/07/o-segredo-dosevangelicos-cronica-de.html

Um bom resumo da evolução das crenças do mundo Ocidental

O SEGREDO DOS EVANGÉLICOS – Crônica de Marcos Lira
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
João 8:32

Antes de Cristo o Império Romano perseguia os Essênios, e Jesus passou a ser um deles, como nos contam os Pergaminhos do Mar Morto; depois passou a perseguir os Cristãos e mais tarde, no século IV, abraçou o Cristianismo como sua posse e assim mantém até os nossos dias através do Vaticano. Aquilo que na visão dos romanos era um erro passou a ser a única verdade.
Os Essênios formavam uma comunidade gnóstica de judeus piedosos e pregavam a vinda de Jesus. Eram chamados também de Terapeutas porque curavam os doentes.
Os Cátaros eram uma seita medieval que herdaram os costumes dos Essênios e passaram a ser perseguidos pela Igreja romana durante a inquisição.
Em 1095 os turcos Otomanos dominavam todo o território de Jerusalém e o papa Urbano II querendo tomar para si esse lugar sagrado organizou um poderoso exército que ficou conhecido como os Cavaleiros Templários, que lutaram em nome do cristianismo e tomaram Jerusalém.
Esses Cavaleiros tornaram-se tão poderosos e independentes que mais tarde outro o papa Clemente V, no século XIV, através da inquisição, passou a perseguir e matar os Templários. Os que sobreviveram migraram para Inglaterra, Escócia e Portugal e a partir daí se uniram aos Cátaros e criaram uma sociedade secreta para fugirem da perseguição. Os Templários passaram a seguir, então, os mesmos princípios religiosos dos Essênios influenciados pelos Cátaros franceses.
Em 1517 um monge alemão chamado Matinho Lutero sugeriu mudanças radicais na Igreja Católica Romana. Como suas ideias não foram aceitas ele rompeu com a igreja e foi perseguido pela inquisição. Para que ele e seus seguidores não fossem para a fogueira pediram proteção e se aliaram aos Cavaleiros Templários. Nascia ali o movimento Protestante de braços dados com uma sociedade secreta.
Na última reunião dos chefes templários em 1534, quando Burlamacchi e Beaumanoir deliberaram abrir a ordem militar para cidadãos comuns sugeriram também mudar o nome para Ordem dos Pedreiros Livres. O príncipe francês de Condé gritou “Viva a Maçonaria”, saudando a nova ordem com a tradução em francês da denominação proposta por Burlamacchi. Estava a Ordem dos Templários transformada em Ordem Maçônica.




A partir do século XVIII a maçonaria passou a defender, divulgar e fundar igrejas protestantes em todo o mundo, passando a ser uma espécie de Opus Dei dos evangélicos.
Em 1823, em Londres, o pastor da Igreja Presbiterana, Rev. James Anderson, reescreveu, atualizou a história e redigiu o primeiro estatuto da Maçonaria.
Em 1862 o maçon Ashbel Green Simonton fundou no Rio de Janeiro a primeira Igreja Presbiteriana do Brasil e as primeiras reuniões eram realizadas dentro de um Templo Maçônico.
Em 1871 os maçons americanos Richard Ratcliff e Robert Porter Thomas criaram em Santa Bárbara, interior de São Paulo, a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro.
Em 1881 o maçom Charles Taze Russell fundou a Sociedade Torre de Vigia, agora conhecida por Testemunhas de Jeová.
Em 2003, alegando que o Deus dos maçons era vindo de um sincretismo religioso, os evangélicos romperam oficialmente com a maçonaria, em um decreto duvidoso que instituía que quem já fosse maçom poderia permanecer, mas para aqueles que não fossem seria proibida a entrada. De forma velada os líderes evangélicos permaneceram como maçons. Há uma estimativa de que 37% dos maçons sejam evangélicos, a maioria pastores e lideres das igrejas, incluindo muitos nomes bastante conhecidos.
Resumindo:
Os Essênios viraram Cristãos, que viraram Cátaros, que viraram Templários, que viraram Maçons, que criaram os Evangélicos, que renegaram os Maçons, assim como a Igreja Católica um dia criou os Templários e depois os excomungou.
Marcos Lira


Carajás, 01 de julho de 2016

sábado, 2 de julho de 2016

PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA
SERIE PERSONALIDADES

Entrevista concedida a Fernando Martins Vieira Matos, e Noeme Martins Matos na Sapucaia em 15 de fevereiro de 2001.

Josué Andrade Vieira
Josué Andrade Vieira – Filho de João Feliciano Vieira e Dunina Andrade Vieira, nascido na Faz Palmeiras no município de Jiquiriçá. Veio para a Região da Sapucaia, município de Poções em 1936, com o seu pai. Fez o curso primário na Escola da Fazenda Floresta, de Bernardino Rodrigues de Matos quando o Pastor Abílio foi o diretor dessa instituição. Relembra que a região da Sapucaia erra toda coberta por mata fechada, com uma grande quantidade de Sapucaias que lhe teu o nome. Casado como Loita Rodrigues Vieira com quem teve os seguintes filhos: Margarida Vieira Rodrigues, Esdras Rodrigues Vieira, Suzy Rodrigues Vieira, Ruither Andrade Vieira, Zuzu e João Carlos Andrade Vieira.





Pastor José Jacinto Da Silva
Pastor José Jacinto da Silva - Nasceu em Ilhéus, Bahia e veio para Pernambuco a fim de estudar no Seminário Teológico. Era músico, evangelista e missionário. Trabalhou como missionário da Convenção Batista de Pernambuco durante vários anos. Ingressou no Colégio Americano Batista em 1929 e concluiu o curso de Bacharel em Ciências e Letras, no mesmo ano em que recebeu formação teológica pelo STBNB, como Mestre em Teologia, em 1932. Sua turma era composta por Helcias Raposo Câmara, João Norberto da Silva, Davi Bueno Teixeirense, entre outros. Pastoreou a 2ª IB de Rio Branco, de 1933 a 1937, quando motivado pelo Senhor, desbravou o Sertão, pregando o Evangelho do Reino. Esse bravo “homem de Deus” partia pelas estradas sertanejas a cavalo e por muitas vezes a pé, em companhia dos tropeiros da região. Em 1938, chamado pelo Senhor para outra seara, a Bahia, obedeceu-lhe e trabalhou incessantemente pregando Jesus.

Pastor José Jacinto fundou 28 igrejas e congregações nos Estados de Pernambuco e Bahia, incluindo a construção do templo da Ig. Batista de Nova Canaã em 1945 e O Instituto Batista Florestal. O Pastor Jacinto escolhia os melhores locais da cidade para edificar os templos das igrejas e escolas que ele organizava.

Ele dizia: “quando chego numa cidade eu quero dominar pelo evangelho, pela educação e pela política”.

Até depois de longas datas, ainda teve forças para organizar mais 04 igrejas em Salvador (BA) e 01 em Camaçari (BA). Foi um grande professor, fundou vária escola e ensinou musica, formando várias bandas, nas igrejas que pastoreou – Foi o primeiro professor de musica no Distrito de Nova Canaã. Após conviver com muitos e viver por 87 anos a serviço do Rei, volto para casa do Pai (março de 1979).
Instituto Batista Florestal
Igreja Batista de Nova Canaã - 1945




























PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA
SERIE PERSONALIDADES

Fontes:
Gomes, Aparecida Maria Alvino Cavalcanti. Tempo de Celebrar. Serra Talhada: Gráfica Ponto Final, 2007, p. 4951.
Cavalcanti, Misael Freire. Relato histórico sobre o Pastor José Jacinto, 2003.

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2016

CAUSOS DA SAPUCAIA, NOVA CANAÃ, BAHIA - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

CAUSOS DA SAPUCAIA, NOVA CANAÃ, BAHIA - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA
SERIE CAUSO

Entrevista concedida a Fernando Martins Vieira Matos, e Noeme Martins Matos na Sapucaia em 15 de fevereiro de 2001.

Josué Andrade Vieira – Filho de João Feliciano Vieira e Dunina Andrade Vieira, nascido na Faz Palmeiras no município de Jiquiriçá. Veio para a Região da Sapucaia, município de Poções em 1936, com o seu pai. Fez o curso primário na Escola da Fazenda Floresta, de Bernardino Rodrigues de Matos quando o Pastor Abílio foi o diretor dessa instituição. Relembra que a região da Sapucaia erra toda coberta por mata fechada, com uma grande quantidade de Sapucaias que lhe teu o nome. Casado como Loita Rodrigues Vieira com quem teve os seguintes filhos: Margarida Vieira Rodrigues, Esdras Rodrigues Vieira, Suzy Rodrigues Vieira, Ruither Andrade Vieira, Zuzu e João Carlos Andrade Vieira.

Segue trechos da saga, narrado por Josué Vieira:

A região já estava habitada por alguns posseiros, quando eles vieram para ca?  É, já haviam alguns posseiros. Ficavam só caçando e comendo. Teve uns que fizeram umas caçadas lá pelas bandas do Gongugi, os cachorros acuaram um bicho, lá na baixada do Gongugi, chegando no pé de uma Gameleira os cachorros ficaram latindo e os caçadores não viram nada. Um falou assim pega cholinha e o cachorro latiu. O bicho deu um pisiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiooooooooooooooo no pé da Gameleira, que os homens recuaram de costa e, morrendo de medo, correram para o mato. Provavelmente algum espirito mau. Fizeram até alguns versos para esse caso. Eu só sei de um verso: Ela foi em uma casada no Gongugi e quase morri de medo de uma coisa que nuca vi.

E os causos da região? Devem ter tido muitos causos? Tem muitos causos. Teve dois cabras que vieram para essas matas, eram dois bandidos, moraram nessa cabeceira de ponte (ponte da Sapucaia). Mandaram avisar em Salvador e foram enviados dois policiais para matar esses bandidos. Esses caras mataram muitos índios na região, matavam de fação; índios, índias etc.  Foi uma carnificina danada. Foi antes de vinte.  O governo mandou dois soldados. Os soldados se arrancharam por aqui. E mataram um só, desses cabras o outro fugiu. Enterraram na cabeceira dessa ponte. O povo dizia que via livuzia e diziam que era esses bandidos.

Um dia andando nessas bandas, viram uma bola alva desse tamanho aqui (abre os braços para mostrar o tamanho).  Essa bola alva, era medo do povo, mas os cachorros ficavam latindo. Quando foi um dia, Samuel Andrade Vieira, quando passou a ser noivo de Olga, Samuel tinha uma espingarda muito boa, e a gente sempre andava com um fação e uma espingarda para os trabalhos da roça. Ele ia lar para casa de Cassimiro Mattos, namorar com Olga. Quando ele veio, para casa, chegou na curva do caminho e olha o que ele viu?  A bola alva no meio da estrada. Ele parou e ficou em pé espiando, o pior e que com a superstição o medo aumenta e a pessoa começa e ver coisa. Mas como Samuel não era supersticioso, quando ele viu a coisa, ele queria descobrir o que era. Ficou em pé olhando, ele atirava muito bem e era muito ligeiro com o fação, Samuel permaneceu em pé olhando e a bola diminuía e aumentava e Samuel ficou pensando não é possível, não é bola não. Tirou o fação da bainha e bateu em cima da bola e viu que era um vaga-lume, muito grande. A bunda do vaga-lume era oca, igual a uma lanterna, fazendo um foco no chão. Quando o vaga-lume levantava a bola aumentava e quando ele abaixava a bola diminuía.

E as histórias de Água Fria quando o comércio mudou para Canãa. Teve muita confusão? O povo foi saindo de Água Fria devagarinho e se instalando em Canaã. Legalizou tudo, balizou tudo.  O primeiro morador foi Jovem Maia. Morador de Canaã. Começou a fazer uma casinha, botando um negocinho.  Foi atraindo gente e desenvolvendo. Aquilo ali era mata pura. Agente roçou, tinha um matão esquisito, matamos muitas cobras. Mataram uma surucucu esquisito ali em Canaã.

Noeme – A gente passava por uma fazenda, onde é a rua do Pombal, era a fazenda de quem?  De João Cancio (primo de Laudelino Rocha), fazenda Caldeirão.

Noeme – Josué. Quando o pastor Jacinto organizou aquela banda de música da Igreja o Sr. Tocava o que?  Eu tocava trombone. Eu toquei bombardito primeiro. Esse trombone era do velho Love. Ele deixou de tocar e me deu. Esta lá em Rondônia.

Quem mais tocava nessa banda? Era eu, Edmir, Lourival, Jesiel, Jadiel e Josafa. A musicazinha que eu aprendi foi com o Pastor Jacinto. Ele era medonho, gostava muito de música. Foi maestro em Itambé. Ensinou música e formou banda em Itambé.

Josué. E aquelas histórias de uma noite que apareceu uma visagem dentro do galpão?  Eu fiquei sozinho, quando Lolita me largou e foi embora, fique sozinho, lutando com gado, entre outras coisas, mas eu tinha um negócio de compra de gado com o banco. E precisei ir no banco acertar esse negócio. Quando vinha para casa o pai de Terênçio (Marcos Feliciano Vieira) me perguntou se poderia levar uma melancia para ele.  Posso, respondi, vir aquelas melancias, muito bonitas, e acabei comprando uma. Não gosto muito de melancia, mas como estavam muito bonitas, resolvi comprar uma. Cheguei na Sapucaia e entreguei as melancias a Mizael e a Nahum, como ele havia me pedido. Ai eu pegue a melancia e falei com Mizael. Fica com essa melancia estou sozinho e não vou dar conta. Ai ele falou: já que você esta sozinho fique aqui para almoça! Aceitei o convite e almocei. Prosei um pouco com ele e vim embora. Quando chegou de tardinha ele apareceu. Nunca deixei de criar galinha, eu tinha tudo banana, abóbora etc. Aí ele disse: eu vim te buscar para você jantar e tomar café lá em casa. Aí falei já é abuso, ele respondeu, não é abuso, venha com migo. Pegue uma caçarola de leite, e falei com ele: você leva na frente e eu levo uma penca grande de banana par tomarmos café. Passou um tempo arrumei tudo; galinha, pinto etc.. E em seguida foi lá para a casa de Mizael. Na casa de Mizael, tomei café e prosei até tarde da noite e depois vim para casa. Eu tinha um cachorro muito grande, eu entrei dentro de casa devagarinho, como na dispensa tinha muito rato, entrei para mata-los. Chegando na despensa, a lanterna que carregava não estava muito boa toda hora apagava e ascendia, mas mesmo assim conseguir matar dois ratos. Em um canto da dispensa tinha uma lata e uma mão de pilão bem grande, tinha um velho alto que gostava de fazer mão de pilão, também, bem alta, que ele usava para pilar café. Encostei na parede, próximo onde estava a mão de pilão, para ver se conseguia matar mais alguns ratos. Eu na dispensa sozinho já alto da noite naquele silencio, mas do que de repente, ouvir um gemido, daqueles, dentro da dispensa. Vou te dizer? Tomei o maior susto. Fique porque só eu. O chapéu quase saiu da cabeça. E o fação quase me caio da mão. Eu imediatamente afastei e dei um psiu dudo o que foi achando que era o meu cachorro. Um psiu assim sem querer ne. Aí para completar a cena, a lanterna se apagou, e fique sem enxergar direito as coisas ao meu lado. Eu quis sai da dispensa, mas se saísse não saberia o que aconteceu. Será que foi o cachorro dento da cozinha? Abrir um pouco a porta para ver se não tinha sido o cachorro na cozinha. Não vi nada e imediatamente fechei a porta da cozinha. Fiquei com medo, mas falei com migo mesmo: eu tenho que ficar aqui para ver o que está acontecendo. Estava com medo porque? Deve ser um espirito maligno que veio aqui para meter medo. A gente é crente e essas coisas podem acontecer.  Ai fique ali; vem lá vem cá, com um pouco de medo e encostei no canto da parede outra vez. Foi cutucando, mas percebi que a mão de pilão que estava encostada na parede, tinha arriado para o lado de uma prateleira, que tem na dispensa. Aí peguei a mão de pilão com uma mão, para recoloca-la na sua posição. Mas no puxar que puxei a mão de pilão não se aprumou direito e escorregar de novo pela parede e fez um barulho, trorrrrrrrrrrrrrroonnnrrrrrrrrrrrnorrrrrrrrrrr, e com a ressonância dentro da lata, fez o mesmo som que tinha me assustado a pouco. No silêncio da noite esse barulho ficou um pouco tenebroso.

Cidão - Aí foi que ele falou para a mão de pilão: Pisiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuoooooooooo, alto lá e me respeite.

Fernando – aí ficou o caso de que o Sr. deu um pisiuuuuuuuuu !!!!!!!!!!! em uma mão de pilão. Tinha um local aqui assombrado. Eu não sem onde era não. O velho Inocêncio mesmo fez caso de um cara que ficou com medo de uma assombração.  O velho Inocêncio era muito corajoso, mas mesmo assim não se deve fazer caso do medo dos outros, ele fez do cara que tinha medo. Um certo dia quando retornava de Poços, quando foi pagar impostos, quando passava pelo Rego Viçoso, um bicho montou na garupa de seu cavalo, montou, montou na garupa do cavalo e o cavalo não quis andar. O cavalo era bom e o velho Inocêncio acunhou as esporas para o cavalo andasse e foi assim até a cancela de sua fazenda. Quando ele chegou na cancela e abriu, para o cavalo passar, o bicho cai da garupa do cavalo e o cavalo sentindo-se aliviado andor mais depressa. Chegando em casa, apanhou a repetição, esse povo Mattos sempre teve repetição em casa, falou para sua mulher: Francisca pega a minha repetição que eu vou ver um bicho que montou na garupa do meu cavalo. Ai a sua mulher lhe falou: você esta doido Inocêncio deixe isso para lar, esse bicho já não saiu do cavalo. Só assim ele desistiu de perseguir esse bicho que até hoje neguem sabe o que foi. Quando o dia amanheceu o cavalo ficou na mesma posição no terreiro, onde ele havia deixado. Provavelmente o cavalo ficou com medo de sair para o pasto.

Teve outra história do velho Inocêncio que mesmo já estando velho ele pegou um touro de mão?  Teve, no meio do pasto um vaca brava correu na direção dele e de sua mulher, ele segurou pelo chifre e mandou que sua mulher corresse para se proteger.  O velho Inocêncio tinha uma coragem doida.

Tinha um lugar aqui que aparecia uma assombração, isso assustou muita gente. Era uma sobra que se projetava na estrada. Em noite de lua cheia é que aparecia. Quando foi um dia chegou um velho e disse: isso não é nada eu vou ver essa assombração. Seus companheiros disseram velho você não vai lá, hoje é dia de lua cheia. Não tenho medo eu vou ver essa assombração. Pegou uma espingarda boa e foi ao encontro da assombração, os outros companheiros, ficaram todos com medo. De repente ouviram o estrondo do tiro da espingarda. Quando o velho chegou lar viu a sombra na estrada com os braços abertos se balançando de um lado para o outro. E o velho foi encostando para ver mais de perto, as pernas estavam um pouco bambas, devido ao medo, mas continuou chegando mais de perto para se certificar do fato. Ele ficou no meio da sobra é não achava uma explicação. O negócio é o sujeito deduzir o que esta acontecendo, se voltar é que piora porque baixa a superstição e a pessoa pensa que é uma verdade. Na procura de uma explicação o velho viu uma cancela e sobre a cancela tinha uma grande casa de cupim e encima da casa de cupi estava um grande tamanduá fazendo a sua refeição noturna, com os braços abertos. Devido a luz da lua fazia uma grande sobra na estrada. O velho apontou a espingarda para o tamanduá, como era muito bom de tiro, puxou o gatilho e o tamanduá tombou aos seus pés, acabando por definitivo mais essa casa de assombração.

Tinha muita caça na região, e toda a semana nos matávamos dois a três tatus, geralmente no sábado iniciava a caçada para o almoço do domingo. Um dia o velho Love disse: vocês têm cuidado nessas Matas do Morcego, que era muito fechada, aí tem uma visagem que já fez muita gente correr, o velho Love (Leovegildo R. de Mattos) tinha um medo danado dessas coisas. Mas estava eu e Samuel, cada um com uma espingarda muito boa, e um fação de 18 polegadas da marca corneta, bem afiado, não tínhamos medo de encontra nada pela frente. Aí saímos eu e Samuel entramos para a Mata do Morcego e os cachorros acuaram uma cutia, que matamos e a colocamos no embornal. La vamos mata adentro, quando chegamos no meio da mata, ouvimos um barulho de um bicho: Tetetetetetetetetetet, tetetetetetetet, tetetetetetetetet,.....  Samuel disse: olhe tem um bicho lá. E nós fomos encostando para mais perto e o bicho continuava tetetetetet, tetetetete, tetetetete......, continuamos encostando, encostando, encostando…, quando cegamos bem perto tinha um riacho correndo próximo a um pau d`alho da grossura dessa sala, oco e cheio de morcego, voando dentro e fazendo um barulho que estremecia o chão. Dentro do oco do pau cabia uma pessoa em pé. Esses morcegos fizeram o maior pavor na mata do morcego, tendo pouca gente coragem de entrar nessa área. Aí fizemos um facho de palha de indaiá e botamos fogo e enfiando, acesso dentro do oco do pau, saio tanto morcego que apagou o fogo das palhas bem umas três vezes. Botamos folgo outra vez até incendiar tudo. Passamos mais de um mês sem poder pisar os pés nessa área devido ao mal cheiro de morcegos mortos.

Outro dia apareceu sabe o que? Uma raposa. O velho Cassimiro Mattos disse: Tem uma onça aqui, morando aí e essa onça faz nego sai correndo. Você não acredita que uma rapozinha faz a gente correr com medo, pesando que é uma onça. Osório Vieira Andrade quando era novo, pergunta a Osório que ele lhe conta. Cheguei na casa dele e ele estava tremendo, tinha cortado o pé, de medo e falava: meu tio tem um bicho urrando ali e eu fiquei com medo e voltei para casa e não sei o que é. Então eu disse, Osório vamos ver esse bicho meu filho. Eu tinha dois cachorros bons, fomos para a mata e os cachorros começaram a latir e o bicho urrou dentro do capim nas proximidades da mata, quando percebemos era uma raposa. Corremos atrás dessa raposa de 2 horas até sete da noite e não conseguimos pegar a danada da raposa.

Um dia em uma roça colocada nas proximidades dessa área, tinha um pau fava que só tinha um metro onde saia uma forquilha de galhas grossa. Eles botaram fogo no roçado e esse pau caiu ficando as galhas para baixo. Após a queimada as raposas vêm comer as lesmas e outros bichos que foram mortos pelo folgo. Queimou o roçado e Brás um rapaz novo, pegou uma espingarda de cartucho boa e nova, e começou a andar pelo mato. Quando chegou nas proximidades do pau de fava, o bicho urrou e deu um gemido tenebroso. Ele se assustou, chegando a sentar no chão de susto, e quando se refez viu que era uma simples raposa que estava presa pelo pescoço na galhada do pau de fava.  Essa raposa assustou muita gente nessa redondeza.

Outra raposa, que era companheira dessa, também, tem uma história. Eu fui com Nezinho Almeida, ver uma armadilha que um rapaz tinha botado em uma roça de mandioca. Quando chegamos lá escureceu dentro da roça de mandioca. Saímos tropeçado e o bicho urrou lá na nossa frente, quando olhei estava um bicho essa altura (aponta par a posição do umbigo). Nezinho disse: olhe lá uma onça. Falei vou atirar, Nezinho falou: você esta maluco. Mirrei e atirei, paaaaaaaaaaaaaaaaa..........., aí ela mudou o grito, e deu aquele som parecido com um cachorro. Aí falei foi um cachorro.  Recarregue a espingarda e fomos olhar. Andamos um pouco e para nossa surpresa era uma raposa.

Aqui tinha um bicho que urrava, que chamávamos do crocodilo não sei mais o que. Esse bicho andava nessas pontas de serra das Piabas esses cantos aí, até na Serra da Cebola em Itajaí. Ele urrava e de longe se ouvia o som. Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.........eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...., uuuuuuuuuuuuuuuuu...., uuuuuuuuuuuuu......., eeeeeeeeeeeeeeeee..., ai o povo quando via o urro atirava de milier, bommmmmmmmm, bommmmmm..., o bicho ficava com medo e se mandava. Um certo dia esse bicho entrou em um barraco de um cara aqui no Rudiador, tinha dois caras no Rudiador na fazenda que foi de Antônio Teles. Botaram um rancho e um dos companheiros quando faltou sal falou para o outro que iria em Poções para compra sal.   Ficou só no barraco. Quando foi a noite o bicho chegou, era um bicho esquisito, entrou dentro desse barraco e derrubou o barraco, o homem que estava no girou caiu e pegou um machado e tirou o pé fora, e plantou nas costas do tal bicho, entrando até o cabo. O bicho deu um urro esquisito e sai correndo com o malhado nas costas. E ele saio correndo para o outro lado. Nessa carreira acabou encontrado o companheiro que vinha de Poções. Falou com o companheiro: encontre um bicho que entrou no barraco e plantei o nosso machado nas costas e ele saio correndo. Retornaram para o barraco e avistaram um grande rasto de sangue no chão em direção a mata. Seguiram o rastro de sangue e na trilha tinha um pau caído. Quando o bicho passou debaixo do pau, o machado cai no chão. Onde foi do Sr. Dolfo Sampaio, tem uma Serra chamada de Serra do Bicho Morto.  Em cima da serra tinha um buração. Esse bicho morreu dentro desse buraco. O velho Vicente foi lá ver e ele conta que a caveira desse bicho não tinha caminhão para carregar. Se tivesse juntado essa caveira valeria uma nota.  Segundo o pessoal poderia ser uma preguiça gigante. Dizem que tinha preguiça de dois a três metros. Botaram fogo na caveira e queimaram tudo. Dizem que a sapata do pé desse bicho dava para uma pessoa sentar com um tamborete.

Mireis Vieira Andrade – Morreu um cara aí na serra chamado Mariano, passou dias passou dias e Mizael chega em casa, e diz que aparecendo uma visagem dentro de casa. Acorda todo mundo e o pau quebrou, levanta e o pau quebra, Mizael com o facão na mão, procurando a visagem dentro de casa. Lozinha, a sua mulher, gritou, Mariano, Mariano aqui nas minhas costas e Mizael dizia larga minha mulher Mariano, larga minha mulher Mariano, quando foi ver era um rato que estava subido na camisola de sua mulher, Lozinha, chegando até seu pescoço. Mariano, também, que dizer subindo em alguma coisa.

Mires – Os meninos botaram o cachorro para pegar um gato e Vieira (Josué Andrade Vieira) estava em um picum de serra danada, vendo aquela arte de seus filhos, gritou: Esdras tira o cachorro do gato da mulher, tira o cachorro do gato da mulherrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

Nessa entrevista Josué Andrade Vieira contar vários casos que ocorreram na região da Sapucaia, município de Poços distrito de Nova Canaã a partir de 1910, aproveitando de sua veia artística, dando um realismo muito interessante a esses acontecimentos. Acontecimentos presenciados pelo entrevistado ou contados pelos amigos e parentes que participaram dessa saga; que foi a Colonização da Bacia Hidrográfica do Rio Gongogi - AS CONFUSÕES NA TRANSFERÊNCIA DO DISTRITO DE ÁGUA FRIA A NOVA CANAÃ - MUNICÍPIO DE POÇOS - BA

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2016



A VISAGEM DA CASA DE FARINHA, FAZENDA SAPUCAIA, NOVA CANAÃ, BAHIA - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

O PASSARINHO CABEROTO DO PARÁ - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

O MORCEGO ASSOMBRADO, FAZENDA SAPUCAIA – NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA









A VISAGEM DO VELHO INOCÊNCIO  MATOS, FAZENDA SAPUCAIA – NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

A SOMBRA NA ESTRADA, FAZENDA SAPUCAIA – NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA


segunda-feira, 28 de março de 2016

HISTÓRIAS DE ZÉ BATALHA E O LUBZOMEM DA SAPUCAIA - JOSUÉ VIEIRA, ALBERICO RODRIGUES E LELI

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

HISTÓRIAS DE ZÉ BATALHA E O LUBZOMEM DA SAPUCAIA - JOSUÉ VIEIRA, ALBERICO RODRIGUES E LELI

SERIE CAUSO

Entrevista concedida por Josué Vieira a Fernando Martins Vieira Matos, e Noeme Martins Matos na Sapucaia em 15 de fevereiro de 2001; Hélio Rodrigues do Nascimento (Leli) concedida a Zilton Roche e Fernando Matos em 29/10/2015 e trechos de uma entrevista de Alberico Rodrigues publicada pelo Espaço Cultural Alberico Rodrigues a Flash Paulistano dirigido por José Amado Alves.

Josué Andrade Vieira - Faz Sapucaia - 2001
Josué Andrade Vieira – Filho de João Feliciano Vieira e Dunina Andrade Vieira, nascido na Faz Palmeiras no município de Jiquiriçá, Bahia. Veio para a Região da Sapucaia, município de Poções em 1936, com o seu pai. Fez o curso primário na Escola da Fazenda Floresta, de Bernardino Rodrigues de Matos quando o Pastor Abílio foi o diretor dessa instituição. Relembra que a região da Sapucaia erra toda coberta por mata fechada, com uma grande quantidade de Sapucaias que lhe deu o nome.





Alberico Rodrigues - Faz. Poço Redondo - 2007
Alberico Rodrigues - Alberico Rodrigues nasceu no dia 06 de abril de 1947, na Fazenda Poço Redondo, Município de Nova Canaã – Estado da Bahia – Brasil. É o segundo filho do segundo casamento de Eufrásio Rodrigues dos Santos (Sinhor) com Valdelice. Aos doze anos, quando, rapazinho, sai de Nova Canaã e foi mora em Ibirapuã/BA com a sua irmã, casada, Eutália (Fifia). Em 1965 foi para Salvador, em 1971 para São Paulo e posteriormente foi estudar no exterior passando pela Espanha, França, Inglaterra e Estados Unidos das Américas. Ao retornar à Capital paulista, fundou a escola de Inglês English Family. Tempos depois, fundou o Espaço Cultural Alberico Rodrigues ®. Neste local, nasceu o seu primeiro romance em setembro de 2004, Zé Batalha o herói da minha infância. Dois anos depois, em setembro de 2006, lançou a saga de Um baiano na Cidade de São Paulo. No início de 2008, adapta para o teatro o seu primeiro livro. Em julho deste mesmo ano, traz ao mundo Banquete de contos e poesias, junto com a peça; A evocação do Zé Batalha. Em dezembro de 2014, vem à luz; O povo de Nova Canaã da Bahia. Além de professor e escritor, Alberico Rodrigues é também ator e diretor teatral.


Hélio Rodrigues (Leli) - Faz. Poço Redondo -2015
Hélio Rodrigues do Nascimento (Leli) – Nascido na Faz Poço Grande em 29/10/1938 junto com sua irmã gêmea que faleceu do mal de 7 dias (tétano), o terceiro filho de Eufrásio Rodrigues dos Santos (Sinhor) – Clotilde Resende Brito do Nascimento (Nem). Irmão por parte de pai de Alberico Rodrigues. Participou da construção da estrada que liga Poções a Nova Canaã, foi trabalhador rural, amansador de burro, tropeiro e hoje proprietário do Balneário da Fazenda Poço Redondo. Grande cantador de chulas e contador de história relacionadas com o desenvolvimento dessa vasta região – As Matas do Rio Gongogi.

Zé Batalha – Nascido na região de Amargosa, Bahia, veio para a região da Sapucaia junto com os primeiros moradores em 1915. Descendente de escrava com um patrão branco, teve um início de vida, na região, como trabalhador rural e de repente foi perdendo a sanidade mental e ficou vagando pelas matas e pela cidade de Nova Canaã. Foi um doido muito respeitado e temido pelas crianças devido ao seu porte físico e seu aspecto assustador. Andava sempre com uma cachorrinha e um macaco no ombro e tinha uma habito de beber os remédios Saúde das Mulheres e Biotômico Fontoura. A sua história foi transformada em literatura por Alberico Rodrigues, morador da Fazenda Poço Redondo na região da Sapucaia. Josué relata um episódio de um encontro com um Lobisomem, que foi revelado pelo próprio Zé Batalha como um encanto que ele fazia para se transformava nessa fera nas noites de lua cheia.

Nessa entrevista Leli, Alberico e Josué contam a história de Zé Batalha, suas origens, sua sina, sua trajetória de vida transformada em romance e seus encantos quando virava Lobisomem na região da Sapucaia. Três relatos autênticos de uma grande figura que habitou o consciente e o inconsciente de várias gerações de meninos que moravam na Sapucaia e na Cidade de Nova Canaã, entre as décadas de 50 e 80.

Segue trechos da saga de Zé Batalha narrado por Josué Vieira, na entrevista anexa: 

Eu vir um Lobisomem aqui na Sapucaia. Eu vi. O doutor Jesiel Norberto da Silva, queria que eu matasse, mas um cara de Conquista me falou para não matasse não que o tio dele tinha matado um. Aparecia um bicho preto aqui e todo mundo via, quando foi um dia esse bicho apareceu aqui em casa. Tinha feito farinha e beiju até a meia noite, arrumamos tudo no alguidar, trouxemos alguns bijus para dentro de casa e fechamos a casa de farinha. E quando eu sair, já tinha lavado os pés e trocado o pijama para ir para cama, os cachorros botaram o pau para dentro, latindo sem parar. Eu tinha tirado uma vara, para dar uma surra em um jegue que estava viciado roubando mandioca na casa de farinha. Eu sair para fora e abrir a porta para ver o que os cachorros estavam latindo. Quando eu abrir a porta estava aquele bicho preto deste tamanho assim (marca com a mão na direção de seu ombro). Não era um cachorro, tinha as cadeiras baixas e as mãos altas. Aquele bichão preto, no terreiro rodando se sacudindo assim parecia que estava cheio de latinhas com pedra dentro fazendo assim tetetetettete... tetetetett..., e ele rosnava raum, raum, raum..., chegava a estremecer o chão. Eu fui no canto para apanhar a vara, cadê a avara a vara, não estava no canto. Aí o bicho passou para frente e eu fique de frente com ele. Se eu estivesse com uma espingarda eu tinha matado o Lobisomem. Quando eu percebi era o Zé Batalha, você lembra dele. Ele virava aquele bicho pelo avesso. Um dia um menino viu ele virando Lobisomem e gritou Otávio, e o Otávio veio vindo chegou e Zé Batalha tinha desaparecido. Zé Batalha correu por esse mundo todo, eu dei um jeito e sair da porta voltando para dentro da casa para pegar a minha espingarda para matar o bicho. Ele viu que iria pegar a espingarda e sai correndo, com os cachorros correndo atrás e latindo muito. 

No outro dia os cachorros chegaram com a cara enxada, precisando botar água de sal para curar os inchaços. Um ver daqui outra dali, quando um certo dia Nau vinha com um fusca, naquela curva, e Nau desviou e passou de lado. Eu perguntava ao pessoal como é, mato ou não mato esse bicho? Deram a ideia que era para nos pegarmos, mas com é que pega? Mas eu não sabia que era ele. 

Zé Batalha min respeitava muito, as vezes ele falava que eu estava botando os cachorros nele, e eu respondia que não era verdade. Um certo dia eu o chamei e lhe perguntei: Ou Zé esta parecendo um bicho assim, assim. As vezes os meninos vão comprar açúcar lá na venda e, também, estão vendo esse bicho. O povo diz que é você que esta virando Lobisomem, se for você, você min diz. Que eu quero matar o bicho. Aí ele falou: ou ooooo, não mate não, é eu que estou fazendo uns encantes, você não mata eu não eu não bulo com ninguém. Ele só comia carniça




EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2016

domingo, 20 de março de 2016

DIVERSIDADE AGRÍCOLA - PRODUÇÃO DE VERDURAS, LEGUMES E CURTUME - DONA NENÉM (FILHA DO Sr. DINO)

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

ENTREVISTA - DONA NENÉM (NORA DO Sr. DINO)
DIVERSIDADE AGRÍCOLA - PRODUÇÃO DE VERDURAS, LEGUMES E CURTUME.
SERIE PERSONALIDADE


Dona Neném nora do Sr. Dino, produtora de verduras, legumes e cereais, junto com seus 9 irmãos, em um pedaço de terra de 90 ha, deixado como herança de seu sogro. D. Nenem é personalidade marcante na feira de Nova Canaã. Nessa propriedade além da parte de agricultura criava-se vacas e curtia pele de boi para fazer sola.

Secundino José dos Santos (Sr. Dino) – Nascido no município de Jiquiriçá, em 01/05/1902. Veio para Água Fria em 1922 com 19 anos de idade. Teve 09 filhos. Foi o primeiro representante da Cidade de Nova Canaã entre 21/10/1961 e 08/04/1963, período entre a emancipação e a primeira eleição para prefeito. Teve um papel fundamental na implantação da cidade de Nova Canaã a partir de maio de 1941, quanto junto com o Engenheiro João Batista Junior foi responsável por demarcar as posses das primeiras casas da Cidade. Exerceu essa função por 28 anos na Vila de Nova Canaã.










Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Nova Canaã, Bahia, 1987

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

quinta-feira, 17 de março de 2016

Dr. ESAÚ VIEIRA MATOS - O PAJÉ DA FAMÍLIA MATOS

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

ENTREVISTA - SISÍNIA V. MATOS - OSIAS A. MATOS - Dr. ELIFAZ A. MATOS
Dr. ESAÚ VIEIRA MATOS - O PAJÉ DA FAMÍLIA MATOS
SERIE PERSONALIDADE


Esaú Vieira Matos
Esaú Vieira Matos – Terceiro filho de Bernardino Rodrigues de Mattos e Inocência Vieira Matos, nasceu na Fazenda Floresta, Distrito de Água Fria, município de Poções (BA) no dia 9 de agosto de 1917 e faleceu em Vitoria da Conquista em 17/10/1982. Estudou com o professor Leovegildo Maia (Lulu) na “Fazenda Boa Vista e com a Professora Tutu na Faz Floresta no distrito de Água Fria (BA), onde concluiu o primário. Continuou seus estudos no “Colégio Taylor Egídio” em Jaguaquara (BA), onde fez o ginásio. Fez o ensino secundário no Colégio 2 de Julho e o curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador, diplomando-se em 3 de dezembro de 1944. Clinicou até julho de 1945 em Jaguaquara, viajando então para os Estados Unidos da América, onde se especializou em Obstetrícia e Anestesiologia e residência médica no Burlington Country Hospital, em Mount Holly, New Jersey. Lá, conhece Sarah Elizabeth Zelley (que trabalhava no laboratório deste hospital). A união de Sarah e Esaú realizou-se na Primeira Igreja Batista de Mount Holley, no dia 30 de novembro de 1946, dessa união teve 5 filhos (nascidos em 49, 51, 53, 55 e 58). Na volta a Mount Holley, viveram com os pais de Sarah por mais onze meses. Nesse período trabalhava no hospital, custeando sua especialização.
Família de Esaú e Sara

 Partiram para viver no Brasil e chegaram a Belém no dia 30 de outubro de 1947. Depois vieram para Salvador em novembro de 1947, ali ficaram alguns dias e só desembarcou em Conquista no dia 18 de janeiro de 1948, onde se estabeleceu como médico da Santa Casa de Misericórdia. A sua esposa, D. Sarah Matos, esteve ao seu lado trabalhando no banco de sangue do hospital São Vicente e Casa de Saúde São Geraldo, realizando em Vitória da Conquista as primeiras transfusões de sangue.  Em 1958, Esaú Matos e o médico Arlindo Martins compraram a “Casa de Saúde São Geraldo”, participando, depois, da sociedade os doutores Elifaz Matos e Sifrônio Mello e, mais tarde, o médico Aécio Cunha.
Esaú era membro da Igreja Batista Boa Vista, foi sócio-fundador da Cooperativa (Coopmac) de quem foi presidente entre 1965 a 1966. Sempre se dedicou à filantropia: foi maçom e participou do Lions Clube. Foi Conselheiro no Conselho da Associação Baiana de Medicina, em Salvador, e Presidente da Associação Baiana de Medicina em Vitória da Conquista.

Elifaz Vieira Matos
Elifaz Andrade Matos - Filho de Sinfrônio Rodrigues de Matos e Gether Andrade Matos (Irmã de Ozório Andrade), nascido em Nova Canaã em 17/06/1930, Faz Boa Vista (1917) irmão de - Jô - Herodita - Anatonina - Elifaz - Anatotita - Eliú - Eliude - Loide - Amoz - Abimael, todos com sobrenome Andrade de Matos. Casado com Noelha Matos em 1958 tendo como filhos Ivana - Lilian – Robson.











Sisínia Vieira Matos
Sisínia Vieira Matos – Quarta filha de Bernardino Rodrigues de Matos e Inocência Vieira Mattos, nascido na Faz. Floresta em 06/08/1918, formada em Pedagogia foi um importante educadora na Cidade de Amargosa e no final da sua carreira, trabalho por vários anos no MEC em Salvador. Relata a luta de seu pai Bernardino Rodrigues de Mattos para educar os seus filhos, na escola da Igreja Pombal na Fazenda de Sinfrônio Rodrigues de Mattos em 1928, com o professor Lulu. Descontente com o ensino do professor Lulu, principalmente devido aos maus tratos com os alunos, mudou-se com a família para estudar em Poções em 1929 e o retorno para a Fazenda Floresta no ano seguinte para iniciar a escola de Dona Tutu na casa da Fazenda Floresta. Posteriormente foi construído um prédio com salas de aula e uma casa onde funcionava um internato e morava a professora. Nessa escola nasce o Grande Colégio Florestal.

Osias Araújo Matos - com 96 anos, filhos de Roberto Rodrigues de Matos e Ana Araújo Matos, nascido em Nova Canaã em 1916. Nessa entrevista conta a história da sua saga para estudar em Salvador, 1939 em plena Segunda Guerra Mundial, conclusão do Ginásio, Curso de Madureira, Experiência em uma estadia em uma fazendo nos USA e finalmente os estudos no Curso de Agronomia da UFBA, além de relatar a sua experiência na CEPLAC.

Nessa entrevista Sisínia V. Matos, Oseia Araújo Matos e Dr. Elifaz Andrade Matos, falam da importância e do exemplo de Dr. Esaú Vieira Matos para os seus primos em relação ao estudo. Esaú foi o primeiro médico formado da região na UFBA em Salvador, como curso de especialização nos USA.



Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Salvador, Bahia em 21/09/2013.

Música – Não Vai Secar – Dinho Oliveira
EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES - 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

História de Jezimiel Norberto da Silva

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

História de Jezimiel Norberto da Silva
Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Carlos M. Rocha em Salvador, Bahia, 17-01-1989. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Jezimiel Norberto da Silva
Jezimiel Norberto da Silva – Nascido na Cidade do Recife, bairro do Cordeiro, PE, em 13 de Novembro de 1927. Filha de João Norberto da Silva e Antônia Cavalcante Silva, grande incentivadora da educação dos seus filhos. Casado em 1951 com Marlu Lindoso Norberto da Silva, nascida em Recife em 05/10/1933, com quem teve 5 filhos: Rosangela Norberto, Jezimar Norberto Silva, Jilmar Norberto, Luza Norberto Palmborg e João Lívio Norberto.














João Norberto Da Silva
Pastor João Norberto da Silva morou em Recife com sua esposa e trabalhava com bonde (motorneiro). Converteu-se ao evangelho e fez um curso de teologia para ser pastor. Desse casamento teve 08 filhos 04 Pernambuco e 04 Baianos em suas andanças por Recife e pela Bahia (Vitória da Conquista): Jesiel, Jezimiel, Jedaias, Jetro, Norberto Filho, Asanias, Abgail Norberto Mattos e Alvineia. Após 18 anos à frente do ministério da Igreja Batista de Vitória da Conquista e também alguns anos como diretor do Colégio Marcelino Mendes,  deixou o ministério em 06 de janeiro de 1952. Foi pastor da Igreja Batista de Nova Canaã em 1965 e professor por vários anos no Ginásio e Colégio Florestal.












Dr. Jesiel Norberto da Silva
Dr. Jesiel Norberto da Silva nasceu no dia 22 de abril de 1923. Fez o curso primário no “Colégio Marcelino Mendes” em Vitória da Conquista e o ginasial e colegial no “Colégio Americano Batista”, em Recife. Formou-se em Odontologia na Universidade de Pernambuco em 1949. Lutou na segunda Guerra Mundial e em 1951 mudou-se para o Distrito de Nova Canaã, onde exerceu a sua profissão de dentista e uma forte liderança na 10 Ig. Batista, na Fundação do Ginásio Florestal e na Política. Foi vereador no município de Poções como representante do Distrito de Nova Canaã e junto com os outros vereadores Antônio Teles Barreto e Samuel Miranda representante do Distrito de Itajaí, coordenados pela astúcia política de Manuel Monteiro, apresentaram o Projeto que cominou na Emancipação do Município de Nova Canaã de Poços. Teve um papel fundamental e preponderante juntos com outros professores e a liderança da Ig. Batista na fundação da Sociedade Florestal que cominou com a fundação do Ginásio Florestal desvinculando o Instituto Florestal Batista da Igreja.
Voltando a Conquista foi vice-diretor do “Instituto de Educação Euclides Dantas” de 1962 a 1974, professor de matemática no “Centro Integrado de Educação Navarro de Brito”, no “Colégio Diocesano de Conquista” e no “Colégio Batista Conquistense”, que fundou e dirigiu por 10 anos. Implantou e dirigiu a 1ª Faculdade de Conquista, a “Faculdade de Formação de Professores de Vitória da Conquista”. Foi também quem introduziu o Mobral (programa do Governo Federal para erradicação do analfabetismo) em Vitória da Conquista.

Tomando parte na política deste município, filiou-se na antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido governista, quando foi eleito vereador em 1966 e reeleito em 1970 e 1976. Participou como expedicionário, da Segunda Guerra Mundial, no posto de Sargento do Exército, passando mais de oito meses na Itália, teatro de operações bélicas da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Jesiel casou-se com Helita Figueira, ex-vereadora, e tiveram quatro filhos.

Jezimiel Norberto da Silva e Marlur Lindos da Silva
Jezimiel Norberto da Silva – Fez o curso ginasial no Taylor Egídio em Jaguaquara e seminário em Recife onde se consagrou como pastor em 1953. Foi convidado para pastorear a 10 Igreja Batista de Nova Canaã por indicação de seu irmão Dr. Jesiel em 1953 quando veio para Nova Canaã, junto com sua esposa Marlur, em 20 dezembro desse mesmo ano. Além das atividades da Igreja exerceu uma forte liderança na organização comunitária da Vila, organizando junto com os moradores as seguintes ações: Implementação de um turbina hidráulica no Rio do Vigário Juntamente com Edmir Costa; organização de mutirões para tapar os atoleiros e buracos da estrada que liga a cede da Vila a Poções; organização de uma sociedade para organização e manutenção de uma casa de Saúde, quando foi convidado o Dr. Calos da Silveira para ser médico na Vila e finalmente organização da Sociedade Educadora Florestal em 1959, com objetivo de manutenção do Ginásio Florestal.

Em 21 de outubro de 1961, o município de Nova Canaã passou por força da Lei n0 1540 a ser cidade isto é foi emancipado, desmembrado do município de Poções, elevando-se a categoria de cidade.





Família de Jezimiel N. Da Silva

Leovegildo era chefe do PSD em Nova Canaã junto com as lideranças da 10 Igreja Batista lançou do Pastor Jezimiel para prefeito, mas o pessoal do PSD não aceitou porque já tinha como candidato Samuel Miranda. Leovegildo não concordando criou um diretório do PR em Canaã e registou a candidatura pelo PR e a UDN lançou o nome de Antônio João, marido de Eufrosina R. de Mattos, irmã de Leovegildo R. Matos.

O primeiro prefeito Jezimiel Norberto da Silva (PR – Partido Republicano) foi empossado em 08/04/1963 governando até 06/04/1967. No seu governo deu-se muita ênfase a educação, criou-se muitas escolas na cidade e no interior do município. Calcou a maior parte da cidade, além da construção do Posto de Saúde e do segundo Prédio do Ginásio Florestal e muito fez pelo seu desenvolvimento. Uma urna foi anulada e a eleição foi disputada nessa urna entre os dois mais votados; Jezimiel Norberto e Samuel Miranda, tendo como vencedor Jezimiel Norberto com uma diferença de 22 votos.









EDIÇÃO - Fernando Matos


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