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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

100 ANOS DA MIGRAÇÃO DOS MATOS PARA AS MATAS DO GONGOGI (BA) - 2007 NARRATIVA FEITA POR INOCÊNCIO R. DE MATOS A ELIZEU MAIA MATOS.

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos


100 ANOS DA MIGRAÇÃO DOS MATOS PARA AS MATAS DO GONGOGI (BA) - 2007
NARRATIVA FEITA POR INOCÊNCIO R. DE MATOS A ELIZEU MAIA MATOS.
Série – História

Entrevistas concedidas a Zilton Rocha e Fernando M. V. Matos em Nova Canaã, Bahia, em outubro 2007. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Fernando Matos - Zilton Rocha - Elizeu Matos
Inocêncio Rodrigues de Matos
 
Narrativa feita por Inocêncio Rodrigues de Matos a seu filho Elizeu Maia Matos sore a migração da Família Matos para a região das Matas do Gongogi, hoje Cidade de Nova Canaã, Bahia.
Rosalina R de Matos e Joaquim I. Matos Filho
A saga da família inicia-se em 1893 quando Joaquim Ignácio de Matos Filho se separa de Rosalina Rodrigues de Matos e logo após, devido a desentendimentos com Ciganos e a uma penhora da Fazenda Lagoa do Boi, fica perturbado e com problemas mentais. Dona Rosalina e os demais filhos migram para a fazenda de Cassimiro Rodrigues (irmão de Rosalina). Nesse período Inocêncio com 08 anos de idade ficou tomando conta de seu pai na Fazendo Lagoa do Boi em Jenipapo distrito de Ubaíra. O seu pai faz pressão para que Inocêncio busque Rosalina de volta e começa a maltratar Inocêncio ameaçando mata-lo. Em uma noite, escura, Inocêncio junto com Genésio pega o cavalo da moenda e foge em direção a Fazendo de Cassimiro Rodrigues, para se encontrar com a sua mãe. Quando chega à fazenda de Cassimiro as 6 horas da manhã, encontra a sua mãe tirando leite no curral. Ficaram alguns anos na fazendo do tio. Nesse período, sofreram muito devido a tirania de Cassimiro Rodrigues, onde trabalhavam quase como escravos. Devido a esses fatos, migraram para Amargosa onde foram trabalhar na Fazenda de João Feliciano Vieira (Pai de Josué e Samuel Andrade Vieira), nas roças de Café e no Engenho de Cana de Açúcar, onde ganhavam 500 reis por dia de trabalho.
Irmãos Matos
Entre 1905 e 1906, houve um incidente entre Inocêncio e João Feliciano Vieira. Na noite anterior Inocêncio não havia conseguido dormir devido a um mal-estar e chegou atrasado ao trabalho.  João F. Vieira, temperou a garganta e falou; “isso é hora moço de chegar ao serviço? ” Inocêncio explicou o motivo do atraso e João Vieira falou; “vai espalhar as canas no terreio para não dar mau exemplo para os outros trabalhadores”. Inocêncio tirou o fação da bainha e trabalhou feito um doido de 12 até as 15 horas, havia espalhado todas as canas no terreiro. Voltou e perguntou a João o que tenho que fazer agora? Ele falou; você já terminou o trabalho? Não é possível que um homem espalhe todas essas canas em um tempo tão curto. Inocêncio fala para João Vieira verificar com os seus próprios olhos. Voltando João Vieira fala para Inocêncio que o dia já estar pago, mas Inocêncio retruca e fala que o dia só termina as 18 horas, saiu e iniciar os trabalhos de lascar lenha, e ao fim da jornada de sol a sol, já havia lascado aproximadamente 10 cargas de lenha. Deixou o machado e foi para casa descansar.
No dia seguinte chamou Bernardino R de Mattos e falou; de agora em diante não vamos trabalhar a dia para homem nenhum, temos que verificar uma forma. João Vieira montou o engenho e deu de meia para a família trabalhar. Mas o seu espirito de liberdade continuava muito forte. Em outubro de 1907, Inocêncio, resolve visitar a região das Matas do Gongogi, que soube da existência dessa região através dos relatos enviados por José Antonio Vieira, avo de Firmo, que já habitava a Região do Riacho de Zé Antonio, hoje território do Município de Nova Canaã.
Saio a pé de Amargosa em direção as Matas do Gongogi, trazendo no embornal uma Bíblia e uma Pistola. Chegou a Jequié, desceu para Boa Nova, pela margem do Rio Urubá, passando por Valentim até chegar ao rio Gongogi. Subiu o Rio Gongogi até encontrar o Riacho de Zé Antônio. Ante de chegar a casa de José Antônio Vieira pousou na casa de José Emídio seu parente. Ficou descansando 15 dias na casa de José Antônio Vieira. Após esse período segui pelos rios do Vigário e das Pombas onde marcou as poses de Simfrônio, Leovegildo, Bernardino e a sua na Sapucaia. Ficou impressionando com a pujança das matas e a alturas das arvores tendo certeza, que a terra era muito fértil.
Após o retorno para Amargosa, falou com os irmãos e programaram a viagem de toda a família junto com sua mãe Rosalina. Ficou em Amargosa na Fazendo de José Vieira para tomar conta do seu pai que estava doente. Bernardino, junto com o restante da família, seguiu vigem de Amargosa para as Matas do Gongogi em outubro de 1908, em um percurso de mais de 300 km, tendo levado, aproximadamente, 60 dias para chegar na região do Rio do Vigário e do Rio das Pombas, hoje município de Nova Canaã.
Bernardino ficou a margem do Rio do Vigário, Sinfrônio e Leovegildo as margens do Rio das Pombas, todos próximo.  Roberto seguiu em direção a Itajaí ficando na região da Cebola e mais tarde em 1910, Inocêncio marcou sua pose na região da Sapucaia. Roberto após casar com Ana Araujo, e ter vários filhos, migrou para a região de Ibicaraí, ficando assim longe do restante da família.
Inocêncio volta a Amargosa e Tia Sinhá (avô da menina, Francisca Vieira) fala com ele que estava criando uma menina para casar. Filha de um Vieira, irmão de Joaquim e José Vieira, porem de uma linhagem mais pobre. Certo dia o Pai de Francisca Vieira chama Inocêncio para tirar umas embiras na Mata e pergunta a Inocêncio se ele que casar com a sua filha. Inocêncio responde que já está com 18 anos e na idade de casa. O Pai de Francisca, pergunta em quanto tempo ele está preparado para casa. Inocêncio responde que como rico não mim caso nunca, mas com pobre posso casa em 15 dias. Dessa união nasceram 07 filhos, (Estefânia 1909, Julinha, Lídia, Dindinha, Jonas e Nicodemos)
Inocência fica cuidando de seu Pai, e mesmos morando em local distinto, vai sempre visita-lo na Fazenda Lagoa do Boi em Jenipapo. A doença do seu pai se agrava e Inocêncio resolve leva-lo para a Fazenda de José Vieira em Amargosa, em uma cama, aonde veio a falecer em 1910. Após a morte de seu Pai, Inocêncio vem com a família e se instala na região da Sapucaia. Trouce Estefânia nos ombros e Julinha na barriga de Francisca. Seu irmão Sinfrônio sai do Rio das Pombas ao encontro de Inocêncio para ajudar na mudança, chegando ao final de dezembro de 1910 na região da Sapucaia.
Sempre faziam mutirão, entre os irmãos, para derrubar as Matas e fazer roça. Trabalhavam uma semana em cada Fazenda, assim conseguiram formar as suas fazendas.
Inocêncio R. de Matos sua segunda esposa Arlinda Maia Matos e Filhos
A colonização da região avança e outras famílias da região de Ubaíra, Amargosa, Lages e Poções migram para a região e assim é formado o munícipio, passando pela Vila de Água Fria (oficializada com Vila do Município de Poções em 1925) e posteriormente em 1945 a emancipação política com a fundação da Cidade de Nova Canaã. Antes da Vila de Água Fria o pessoal se deslocava para poções, 45 km de distância, para comprar sal e açúcar, o restante dos mantimentos era produzido nas fazendas.

Inocêncio R. Matos e Erice - Terceira Esposa 
Inocêncio chega a abri 1000 há de Mata na região da Sapucaí e com o falecimento da sua primeira mulher Francisca Vieira Matos, divide a suas terras com os filhos e migra para a região do Mandacaru no Acará em 1938.
Na política, os Irmão Matos, se posicionavam em partidos distintos, objetivando contribuir para o desenvolvimento da região em qualquer hipótese. Inocêncio, Sinfrônio e Leovegildo eram do PSD aliados ao Prefeito de Poços Dr. Peixoto ee a Getúlio Vargas e Bernardino da UDN aliado a Juracy Magalhães.  

Inocêncio Rodrigues de Matos, o terceiro filho de Joaquim Ignácio de Matos Filho e Rosalina Rodrigues de Matos, casados em 1982, nascido em 1884-1971 em Três Lagoas, onde morava a Família Mattos, depois vieram para Jenipapo, Município de Areia (Ubaíra). Neto do Alferes Joaquim Ignácio de Matos (Barba de Ouro), Português, de origem Alemã, casado com uma Índia (Tribo Mongóis), Umbelina de Mattos com quem teve os filhos Joaquim Ignácio de Mattos Filho - João Ignácio de Mattos - Carlota Ignácio de Mattos.  Primo do Alferes José Pereira de Matos (1820-1877), tronco dos Matos da Capada Diamantina da Bahia. Um dos 07 irmãos Mattos (Deolinda, 1881, Bernardino 1883-1970, Inocêncio 1984-1971, Eflrosina 1885, Sinfrônio 1890-1964, Roberto 1887 e Leovegildo 1893-1972) que migrarão do Distrito de Jenipapo, Município de Areias (Ubaíra) para desbravar as matas do Rio Gongogi e fundar a Cidade de Nova Canaã - Bahia. Migrou para a região em 2009. Teve uma participação fundamental na colonização dessa região. Casado inicialmente com Francisca Vieira Matos em Amargosa, com quem teve 7 filhos (Estefánia, Julhinha, Lídia, Didinha, Jonas e Nicodemos). Após o falecimento de Francisca casou-se com Arlinda Maia filha de Leovegildio (Sr. Lulu) que foi professor no Mandacaru com quem teve 10 filhos (Daniel, Zeca, Moises, Neireida, Ananias, Zoraide, Arlinda, Inocêncio Filho, Elizeu). Ficou viúvo novamente e 3 de janeiro de 1944. Casou-se pela terceira vez com Erice (natural de Baixa Grande) após 1,8 anos de viuvez em 28 dias após ter conhecido a sua futura esposa.

Rosalina Rodrigues de Mattos – Filha de Manoel Rodrigues do Nascimento, irmã de Cassimiro Rodrigues do Nascimento, João Rodrigues do Nascimento e Antônio Rodrigues do Nascimento (pai de Feliciano Rodrigues do Nascimento que casou com Francisca Vieira, irmã de José Feliciano Vieira ovo dos filhos de Bernardino Rodrigues de Mattos), teve um papel de fundamental importância na criação dos seus filhos e na migração da região de Jenipapo (Ubaíra) para a região do Gongogi em 1909. Mulher forte e de muita fibra, que faleceu velhinha com 96 anos, na Fazenda Boa Vista de Sinfrônio Rodrigues de Mattos, após dois anos doentes em cima de uma cama. Teve 07 filhos com Joaquim Inácio de Matos e um filho com João Rodrigues do Nascimento de nome Fulgêncio Rodrigues de Mattos, que faleceu muito novo aos 40 anos.

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2016


100 ANOS DA MIGRAÇÃO DOS MATOS PARA AS MATAS DO GONGOGI (BA) - 2007
NARRATIVA FEITA POR INOCÊNCIO R. DE MATOS A ELIZEU MAIA MATOS

HISTÓRIAS DE INOCÊNCIO R. DE MATOS - ASSALTO A ANTÔNIO FERREIRA - ELIZEU MAIA MATOS (2007)


HISTÓRIAS DE INOCÊNCIO RODRIGUES DE MATOS - ELIZEU MAIA MATOS (2007)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

HOMENAGEM A JÓ DE MÃE CHICA 17-1-17 - ZILTON ROCHA

HOMENAGEM A JÓ DE MÃE CHICA 17-1-17


Zilton Rocha


Jó de Mãe Chica e Zilton Rocha
Este é o nosso amigo Jó de Mãe Chica. É um cidadão da minha geração. Irmão de Lício que morou um tempo com Pastor Jezimiel e Profª Marlu. Depois, sumiu de Canaã. Não sei se Jó mantém algum contato com ele ou, pelo menos se sabe do paradeiro. 

Minha primeira experiência com escola foi um ano ou uns meses na escola da Profª Nicéia. A segunda foi na escola de Dona Durvalina, mãe da Profª Noeme e vó de Cura (Fernando Martins Vieira Matos) e ficava na Av. Juracy Magalhães, perto da usina onde estava instalado o Motor a diesel que fornecia luz durante algumas horas para a praça e as duas ou três principais ruas da nossa Vila de Nova Canaã, no início dos anos 50. 

Local da Escola - Casa da Usina













O local exato era ali na saída para Iguaí, mais ou menos onde hoje mora Dona Ernestina Sena. Jó, Lício e mais uns dois ou três garotos de vez em quando jogavam pedra na gente, dentro da sala onde funcionava a escola. Acho que era uma reação ao fato de serem excluídos do direito que toda criança tem de receber educação.


Ainda há quem acredite que todas as crianças não estudam porque não querem ou dão outras explicações mágicas para justificar o descaso, o crime que secularmente as classes dominantes cometeram contra gerações e mais gerações neste país. 
Durvalina Oliveira Martins

A voz de Jó é a prova cabal de que a maioria além de não terem direito de estudar, de se realizar é, também, a prova de quantos artistas deixamos de conhecer devido ao velho modelo escravocrata que reinou e ainda reina por aqui. E todas as vezes que se tentou reduzir a exclusão os poderosos de todos os matizes, de todos os velhos e novos sobrenomes se juntam para abortar. Até quando? 


Foi assim que o canto dolente de Jó, que Fernando Cura e eu registramos há 30 anos, me conduziu aos meus tempos de infância e às minhas conversas com estudantes quando trabalhava o espaço agrário brasileiro. Somos, certamente, o país de maior concentração de terras do mundo!



O título da música é Ladrão de Terra. Os compositores são Teddy Vieira e Moacyr dos Santos. Várias duplas sertanejas a cantam, principalmente Jacó e Jacozinho.



Vila longa a Jó de Mãe Chica!






Jó de Mãe Chica - Música Ladrão de Terra. Os compositores são Teddy Vieira e Moacyr dos Santos. 

domingo, 16 de outubro de 2016

PROFESSOR FERNANDO ELEODORO SANTANA - GRANDE MESTRE

HOMENAGEM DE VALDOMIRO OLIVEIRA AO GRANDE MESTRE - PROFESSOR FERNANDO ELEODORO SANTANA


"A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas."

Esta estrofe de Pessoa traduz o que meu mestre querido Fernando Eleodoro me ensinou.Valdomiro Oliveira


ZILTON ROCHA - Colega do curso de Ginásio em Nova Canaã Bahia

Me emocionei muito com esta homenagem a Fernando. Nascido na zona rural de Ubaíra, chegou a Nova Canaã em 1957. Se matriculou no 3º ano primário. Achava que não daria conta de estudar numa "metrópole" com era aquela Vila de Nova Canaã, no 4º ano, apesar de já haver concluído o 3º. A professora do 3º ano fez um “ditado de palavras” e ele só errou duas. Uma foi Washington que ele matou a pau, mas escreveu Uoston. A outra não me lembro. Aí ela disse não, você vai para o 4º ano, Você é mais "forte" do que alguns que estão lá! Foi aí que nos encontramos. Eu fazia o 4º ano. Isso quer dizer que daqui há alguns meses, início de 2017, completarão sessenta anos que nos tornamos colegas e, para sempre, meu amigo-irmão. 

Foi ele, também, que me entronizou na profissão de Professor. Eu morava no Rio e ele foi acompanhando uma excursão do Colégio Florestal de Nova Canaã, onde nós estudamos, e durante uma semana ficou buzinando no meu ouvido para voltar para a Bahia que ele conseguia aulas para mim em Vitória da Conquista e eu viraria PROFESSOR. No primeiro momento achei aquela ideia tão estapafúrdia, que nem levei a sério. Eu estava concluindo o curso médio, na realidade o Clássico. Na véspera de a excursão retornar, pedi demissão do trabalho, entrei no ônibus junto com a turma e “armei minha barraca” foi na Bahia mesmo.

Valho-me desse Dia do Professor de 2016 para me associar a todas e todos que tiveram o privilégio de ser alunas(os) de Fernando. Mais que isso, quero com essas lembranças, fazer, publicamente, uma homenagem especialíssima a ele. Agradecer pela insistência e convencimento que me proporcionaram a chance de voltar para a Bahia e...virar professor!!
Vou contar pra vocês uma das de Fernando. Lá em V. Conquista, quando ele trabalhou no curso primário, ele conseguia “ganhar” tanto as crianças para a leitura, que algumas começavam a ler desbragadamente. Ao ponto de muitos pais procurarem Fernando e pedir para ele dizer à filha(o) que não precisava ler tanto assim não. Ele prometia que ia falar com a criança. Sabem o que ele dizia? Sua mãe ou seu pai disse que você estava indo tão bem, gostando de ler e começou a ficar mais desinteressada(o) e que, por isso, me pediu para ver com você o que está acontecendo. Aí é que a meninada lia!! Houve pais que disseram é professor não adiantou nada. Mesmo o senhor pedindo pra não ler, agora é que ela está lendo mais ainda...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE JOÃO PEDRO DE ANDRADE

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE - JOÃO PEDRO DE ANDRADE
Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando M.V. Matos em Nova Canaã, Bahia, 28-10-2015. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)



João Pedro Andrade – Nascido em Itajaí em 1932, na Fazenda Cebola, Região de Itajaí, Município de Poções, hoje Nova Canaã, Filho João Felix de Andrade e Maria dos Santos Moura. Seus pais chegaram na região da Cebola em 1926, quando ainda não existia a Vila de Itajaí.

José Augusto de Andrade pai de João Felix de Andrade, morador de Jiquiriçá, veio fazer uma vista a Água Fria em 1925, ficando hospedado na casa de Elói. Conheceu a região do Riacho de Zé Antônio onde escolheu um pedaço de terra para viver. Retornou a Jiquiriçá e logo faleceu. Sua mulher Maria Lucinda veio para Água Fria em 1926, trazendo os seus filhos, um Jegue, uma espingarda e um cachorro, para assumir o local onde o seu marido havia escolhido para morar no Riacho de Zé Antônio. Houve algum problema na posse dessa terá e tiveram que migrar no mesmo ano para a região da Cebola, quando trocaram a espingarda e o cachorro com um índio pela posse da terra.

Itajaí – Distrito de Poções quando foi fundada em 1926 pelos imigrantes da região de Jiquiriçá, João Felix de Andrade, pai de João Pedro de Andrade. No início da colonização a atividade principal era o plantio de café o que atraiu muitas pessoas para essa atividade quando outras famílias migraram para a região. Um pequeno arraial foi construído no entrono de 2 vendas de cachaça e alguns cereais, denominada de Garrancho. A Vila foi construída nas terras de Marian Guilherme e loteada por Antônio Sabino quando chegaram para morar João Ribeiro, Cartun (sujeito muito valente), João Ferreiro, Rodires e Argemiro Xavier. Em 1935 Juvenal de Assis Leal junto com sua esposa Maria da Silva Leal migraram, também, da região de Jiquiriçá para Itajaí, quando já existiam 3 casas nessa localidade. Primeiros Moradores: João Felix de Andrade (1926), região da Cebola, Manuel Lino de Andrade, João Silva (filho de Antônio João), Manuel (Zinho) e Juvenal de Assis Lea (1935).

Jiquiriçá - O povoado teve início em 1860, em um local conhecido como “velhas”, pertencente ao município de São Vicente Férrer D’Areia. Nasceu como local de pouso para os tropeiros que viajam conduzindo cargas entre Nazaré e Aratuípe até Vitória da Conquista. Foi elevado à categoria de freguesia em 16 de setembro de 1878, passando a chamar-se Senhor do Bomfim da Capela Nova, em decorrência da existência de uma capela no povoado dedicada a esse Santo. Em 1891, através do ato estadual datado de 31 janeiro, tornou-se município, com o nome de Capela Nova de Jiquiriçá, desmembrando-se de São Vicente Férrer D’Areia. Em 1904, pela lei estadual nº 570, de 15 de setembro de 1904 seu nome foi simplificado para Jiquiriçá - nome indígena que quer dizer instrumento de pesca (Jiquir) de rio (Içá). A Lei Estadual 1882 de 16 de julho de 1926, desmembrou do município o distrito de Mutum, que mais tarde originaria o município de Mutuípe. Em 1943, o município de Jiquiriçá foi extinto e anexado ao município de Mutuípe, só sendo restaurado um ano mais tarde, em 1º de junho de 1944 (Fonte Wikipédia).


EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015


COLONIZAÇÃO DA REGIÃO DE ITAJAÍ (BA) PELA FAMÍLIA ANDRADE (1926) - A SAGA DE JOÃO FELIX DE ANDRADE - JOÃO PEDRO DE ANDRADE

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando M.V. Matos em Nova Canaã, Bahia, 10-10-2015. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Aurindo de Assis Leal – Zeca Fiscal – Nascido em Itajaí em 12 de novembro 1937, Filho de Juvenal de Assis Leal e Maria da Silva Leal, casado como Luzia em 1957 com quem teve 05 filhos. Zeca Fiscal trabalhou por vários anos como fiscal de tributos da Prefeitura Municipal de Nova Canaã em Itajaí tendo uma participação ativa nessa comunidade.

Juvenal de Assis Leal – Nascido em Jiquiriçá região de Amargosa, Bahia filho de Eugênio de Assis Leal, e irmão de Miguel (Vereador em Canaã), Olegário, Pedro, Adélia, Francinha, todos com o sobrenome Assis Leal. Casou-se com sua prima carnal Maria da Silva Leal, filha de Francisco de Assis Leal, em 1935, em Jiquiriçá, quando se mudou para Itajaí onde já moravam alguns dos seus parentes. Fazendeiro e agricultor se dedicou no início da vida ao plantio do café e a criação de gado. Teve um papel importante na eleição de Jezimiel Norberto como primeiro prefeito de Nova Canaã. O Sobrenome Rodrigues foi trocado por Assis devido ao nascimento do pai de Eugénio de Assis Leal, no dia do Santo Francisco de Assis.

Jiquiriçá - O povoado teve início em 1860, em um local conhecido como “velhas”, pertencente ao município de São Vicente Férrer D’Areia. Nasceu como local de pouso para os tropeiros que viajam conduzindo cargas entre Nazaré e Aratuípe até Vitória da Conquista. Foi elevado à categoria de freguesia em 16 de setembro de 1878, passando a chamar-se Senhor do Bomfim da Capela Nova, em decorrência da existência de uma capela no povoado dedicada a esse Santo. Em 1891, através do ato estadual datado de 31 janeiro, tornou-se município, com o nome de Capela Nova de Jiquiriçá, desmembrando-se de São Vicente Férrer D’Areia. Em 1904, pela lei estadual nº 570, de 15 de setembro de 1904 seu nome foi simplificado para Jiquiriçá - nome indígena que quer dizer instrumento de pesca (Jiquir) de rio (Içá). A Lei Estadual 1882 de 16 de julho de 1926, desmembrou do município o distrito de Mutum, que mais tarde originaria o município de Mutuípe. Em 1943, o município de Jiquiriçá foi extinto e anexado ao município de Mutuípe, só sendo restaurado um ano mais tarde, em 1º de junho de 1944 (Fonte Wikipédia).

Itajaí – Distrito de Poções quando foi fundada em 1926 pelos imigrantes da região de Jiquiriçá, João Felix de Andrade, pai de João Pedro de Andrade. No início da colonização a atividade principal era o plantio de café o que atraiu muitas pessoas para essa atividade quando outras famílias migraram para a região. Em 1935 Juvenal de Assis Leal junto com sua esposa Maria da Silva Leal migraram, também, da região de Jiquiriçá para Itajaí, quando já existiam 3 casas nessa localidade. Primeiros Moradores: João Felix de Andrade (1926), Manuel Lino de Andrade, João Silva (filho de Antônio João), Manuel (Zinho) e Juvenal de Assis Lea (1935)

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

HISTÓRIAS DA FAMÍLIA LEAL DE ITAJAÍ, MUNICÍPIO DE NOVA CANAÃ (BA) - AURINDO DE ASSIS LEAL - ZECA FISCAL (1937)

ELEIÇÃO PARA PREFEITO (1963), NOVA CANAÃ (BA) - O APOIO DE JUVENAL LEAL A JEZIMIEL - ZECA FISCAL.





quarta-feira, 6 de julho de 2016

O SEGREDO DOS EVANGÉLICOS – Crônica de Marcos Lira

MATÉRIA PUBLICA NO BLOGER CacaMedeirosFilho: http://cacamedeirosfilho.blogspot.com.br/2016/07/o-segredo-dosevangelicos-cronica-de.html

Um bom resumo da evolução das crenças do mundo Ocidental

O SEGREDO DOS EVANGÉLICOS – Crônica de Marcos Lira
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
João 8:32

Antes de Cristo o Império Romano perseguia os Essênios, e Jesus passou a ser um deles, como nos contam os Pergaminhos do Mar Morto; depois passou a perseguir os Cristãos e mais tarde, no século IV, abraçou o Cristianismo como sua posse e assim mantém até os nossos dias através do Vaticano. Aquilo que na visão dos romanos era um erro passou a ser a única verdade.
Os Essênios formavam uma comunidade gnóstica de judeus piedosos e pregavam a vinda de Jesus. Eram chamados também de Terapeutas porque curavam os doentes.
Os Cátaros eram uma seita medieval que herdaram os costumes dos Essênios e passaram a ser perseguidos pela Igreja romana durante a inquisição.
Em 1095 os turcos Otomanos dominavam todo o território de Jerusalém e o papa Urbano II querendo tomar para si esse lugar sagrado organizou um poderoso exército que ficou conhecido como os Cavaleiros Templários, que lutaram em nome do cristianismo e tomaram Jerusalém.
Esses Cavaleiros tornaram-se tão poderosos e independentes que mais tarde outro o papa Clemente V, no século XIV, através da inquisição, passou a perseguir e matar os Templários. Os que sobreviveram migraram para Inglaterra, Escócia e Portugal e a partir daí se uniram aos Cátaros e criaram uma sociedade secreta para fugirem da perseguição. Os Templários passaram a seguir, então, os mesmos princípios religiosos dos Essênios influenciados pelos Cátaros franceses.
Em 1517 um monge alemão chamado Matinho Lutero sugeriu mudanças radicais na Igreja Católica Romana. Como suas ideias não foram aceitas ele rompeu com a igreja e foi perseguido pela inquisição. Para que ele e seus seguidores não fossem para a fogueira pediram proteção e se aliaram aos Cavaleiros Templários. Nascia ali o movimento Protestante de braços dados com uma sociedade secreta.
Na última reunião dos chefes templários em 1534, quando Burlamacchi e Beaumanoir deliberaram abrir a ordem militar para cidadãos comuns sugeriram também mudar o nome para Ordem dos Pedreiros Livres. O príncipe francês de Condé gritou “Viva a Maçonaria”, saudando a nova ordem com a tradução em francês da denominação proposta por Burlamacchi. Estava a Ordem dos Templários transformada em Ordem Maçônica.




A partir do século XVIII a maçonaria passou a defender, divulgar e fundar igrejas protestantes em todo o mundo, passando a ser uma espécie de Opus Dei dos evangélicos.
Em 1823, em Londres, o pastor da Igreja Presbiterana, Rev. James Anderson, reescreveu, atualizou a história e redigiu o primeiro estatuto da Maçonaria.
Em 1862 o maçon Ashbel Green Simonton fundou no Rio de Janeiro a primeira Igreja Presbiteriana do Brasil e as primeiras reuniões eram realizadas dentro de um Templo Maçônico.
Em 1871 os maçons americanos Richard Ratcliff e Robert Porter Thomas criaram em Santa Bárbara, interior de São Paulo, a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro.
Em 1881 o maçom Charles Taze Russell fundou a Sociedade Torre de Vigia, agora conhecida por Testemunhas de Jeová.
Em 2003, alegando que o Deus dos maçons era vindo de um sincretismo religioso, os evangélicos romperam oficialmente com a maçonaria, em um decreto duvidoso que instituía que quem já fosse maçom poderia permanecer, mas para aqueles que não fossem seria proibida a entrada. De forma velada os líderes evangélicos permaneceram como maçons. Há uma estimativa de que 37% dos maçons sejam evangélicos, a maioria pastores e lideres das igrejas, incluindo muitos nomes bastante conhecidos.
Resumindo:
Os Essênios viraram Cristãos, que viraram Cátaros, que viraram Templários, que viraram Maçons, que criaram os Evangélicos, que renegaram os Maçons, assim como a Igreja Católica um dia criou os Templários e depois os excomungou.
Marcos Lira


Carajás, 01 de julho de 2016

sábado, 2 de julho de 2016

PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA
SERIE PERSONALIDADES

Entrevista concedida a Fernando Martins Vieira Matos, e Noeme Martins Matos na Sapucaia em 15 de fevereiro de 2001.

Josué Andrade Vieira
Josué Andrade Vieira – Filho de João Feliciano Vieira e Dunina Andrade Vieira, nascido na Faz Palmeiras no município de Jiquiriçá. Veio para a Região da Sapucaia, município de Poções em 1936, com o seu pai. Fez o curso primário na Escola da Fazenda Floresta, de Bernardino Rodrigues de Matos quando o Pastor Abílio foi o diretor dessa instituição. Relembra que a região da Sapucaia erra toda coberta por mata fechada, com uma grande quantidade de Sapucaias que lhe teu o nome. Casado como Loita Rodrigues Vieira com quem teve os seguintes filhos: Margarida Vieira Rodrigues, Esdras Rodrigues Vieira, Suzy Rodrigues Vieira, Ruither Andrade Vieira, Zuzu e João Carlos Andrade Vieira.





Pastor José Jacinto Da Silva
Pastor José Jacinto da Silva - Nasceu em Ilhéus, Bahia e veio para Pernambuco a fim de estudar no Seminário Teológico. Era músico, evangelista e missionário. Trabalhou como missionário da Convenção Batista de Pernambuco durante vários anos. Ingressou no Colégio Americano Batista em 1929 e concluiu o curso de Bacharel em Ciências e Letras, no mesmo ano em que recebeu formação teológica pelo STBNB, como Mestre em Teologia, em 1932. Sua turma era composta por Helcias Raposo Câmara, João Norberto da Silva, Davi Bueno Teixeirense, entre outros. Pastoreou a 2ª IB de Rio Branco, de 1933 a 1937, quando motivado pelo Senhor, desbravou o Sertão, pregando o Evangelho do Reino. Esse bravo “homem de Deus” partia pelas estradas sertanejas a cavalo e por muitas vezes a pé, em companhia dos tropeiros da região. Em 1938, chamado pelo Senhor para outra seara, a Bahia, obedeceu-lhe e trabalhou incessantemente pregando Jesus.

Pastor José Jacinto fundou 28 igrejas e congregações nos Estados de Pernambuco e Bahia, incluindo a construção do templo da Ig. Batista de Nova Canaã em 1945 e O Instituto Batista Florestal. O Pastor Jacinto escolhia os melhores locais da cidade para edificar os templos das igrejas e escolas que ele organizava.

Ele dizia: “quando chego numa cidade eu quero dominar pelo evangelho, pela educação e pela política”.

Até depois de longas datas, ainda teve forças para organizar mais 04 igrejas em Salvador (BA) e 01 em Camaçari (BA). Foi um grande professor, fundou vária escola e ensinou musica, formando várias bandas, nas igrejas que pastoreou – Foi o primeiro professor de musica no Distrito de Nova Canaã. Após conviver com muitos e viver por 87 anos a serviço do Rei, volto para casa do Pai (março de 1979).
Instituto Batista Florestal
Igreja Batista de Nova Canaã - 1945




























PASTOR JACINTO DA SILVA, NOVA CANAÃ (BA) - JOSUÉ ANDRADE VIEIRA
SERIE PERSONALIDADES

Fontes:
Gomes, Aparecida Maria Alvino Cavalcanti. Tempo de Celebrar. Serra Talhada: Gráfica Ponto Final, 2007, p. 4951.
Cavalcanti, Misael Freire. Relato histórico sobre o Pastor José Jacinto, 2003.

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2016