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segunda-feira, 7 de março de 2016

Sr. Gileno – Agricultor e Professos.

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Sr. Gileno – Agricultor e Professos.

Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos Nova Canaã, Bahia, 1987. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Gileno – Agricultor e Professor no interior do Município de Nova Canaã em sala de aula multiseriada.

Formando do HAPROL - Habilitação de Professores LeigosGoverno de Jovan Vieira Matos
Depoimento Zilton Rocha  - Gileno, como podem observar, é agricultor. Mas foi graças a mulheres e homens como ele, que muitas pessoas deixaram de ser analfabetas plenas. Ensinavam um mínimo que representava muitos para as/os jovens que iam, por exemplo, para SP em busca de trabalho. Conseguiam minimamente se situarem na cidade, lendo placas, nome das linhas de ônibus etc. Quando governador, Roberto Santos criou um Programa chamado HAPROL - Habilitação de Professores Leigos. Eu passei uma semana na cidade de Cipó recebendo formação para ser professor do Haprol. Sugeri ao prefeito Jovan Vieira Matos e ele concordou que, ao invés de mandar os professores leigos de Canaã para Itapetinga, que fica a 105 km de Nova Canaã, nós criássemos um Núcleo na cidade. Isso foi feito e o nosso núcleo atendeu, também, aos municípios de Iguaí (7 km) e Ibicuí (22 km). Muitos desses professores tomaram gosto e continuaram estudando e vários até se formaram na área de educação ou em outras áreas. Lurdinha da Hora, uma das que fizeram o curso, foi para Manaus e fez Odonto na esteira do primo (Anésio) e do irmão (Adauto) que já haviam ido e fizeram medicina. As pessoas que estão com a faixa eram professores. Gileno hoje é aposentado e mora em V. Conquista.


Entrevista com Gilen

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

Joaquim Ferreira – 40 anos de Profissão de Ferreiro

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Joaquim Ferreira – 40 anos de Profissão de Ferreiro

Série – Personalidades

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos Nova Canaã, Bahia, 1987. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Joaquim Ferreiro – Nascido no Município de Poções na Região de Serrinha, veio para Canaã em 1953. Agricultor e Carpinteiro no início e Ferreiro por 40 anos na Cidade de Nova Canaã.

Depoimento de Zilton Rocha - Essa conversa foi gravada em 1987. Joaquim era uma pessoa muito espirituosa, solidária. Quando um cano enferrujado de uma tubulação entupia, era uma dor de cabeça para a gente. Pia ou sanitário sem funcionar. Aquilo que parecia impossível naqueles tempos lá em Canaã, eu levava o cano e dizia, Quincas não consegui desparafusar, desengatar essa geringonça. Será que tu consegues? Ele dizia - "isso aí é difícil pra tu, aqui na oficina já já nós vamos dar jeito nisso. Tu vai ver esse ferro ficar molim, molim aqui no fole!! O que é fácil pra tu, ser professor, ler livros complicados, é difícil pra mim, mas esse negocim aí eu te tiro da enrascada agora etc".

As filhas e filhos foram minhas alunas(os). O colégio Florestal era particular. Ainda que cobrasse pouco, mas gente como Quincas nunca poderia ver várias filhas e filhos fazerem o ginásio e, a partir daí, poderem tocar suas vidas adiante. Só para dar dois exemplos: Nalva, neta dele, chegou a diretora do Colégio. Fez Pedagogia na UFBA. Waldenor (Nô Roseira para os colegas), é professor de Matemática em Salvador. 

A chegada de filhos de ferreiros, agricultores etc. ao Ginásio e 2º Grau se deu assim. Eu vim a Salvador em 1970, entrei em contato com a Secretaria de Educação, conseguimos assinar um Convênio onde a SEC entrava com a contratação de alguns professores e a nossa contrapartida era dar 20 bolsas para cada professor contratado. Foi assim que o número de alunos pulou de cento e poucos para mais de quatrocentos. E foi assim que filhos de pessoas como Joaquim Ferreira, Ferreiro, pudessem estudar. Ele já se foi. Para as filhas, filhos, netos e quiçá bisnetos, ficam aí as imagens para matar a saudade!!!

Obs. Para os mais modernos (para usar a linguagem do interior) eis o fole do ferreiro que tirava todo mundo numa comunidade de enrascadas domésticas ou de equipamentos utilizados pelos agricultores.

Entrevista como Joaquim Ferreiro


EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

Secundino José dos Santos (Sr. Dino) com 85 anos – O Grande Demarcador das Ruas e Casas de Nova Canaã.

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Secundino José dos Santos (Sr. Dino) com 85 anos – O Grande Demarcador das Ruas e Casas de Nova Canaã.

Série – História

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos Nova Canaã, Bahia, 1987. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Secundino José dos Santos (Sr. Dino)
Secundino José dos Santos (Sr. Dino) – Nascido no município de Jiquiriçá, em 01/05/1902. Veio para Água Fria em 1922 com 19 anos de idade. Foi o primeiro representante da Cidade de Nova Canaã entre 21/10/1961 e 08/04/1963, período entre a emancipação e a primeira eleição para prefeito. Teve um papel fundamental na implantação da cidade de Nova Canaã a partir de maio de 1941, quanto junto com o Engenheiro João Batista Junior foi responsável por demarcar das posses das primeiras casas da Cidade. Exerceu essa função por 28 anos na Prefeitura de Nova Canaã.

Dr. João Batista Junior – engenheiro que demarcou as primeiras ruas de Nova Canaã em 1961.

Em 1925 foi fundado o povoado de “Água Fria”, pertencendo a Poções; e transformando-se depois em distrito por força do Decreto Estadual nº 9.490 de 24 de abril de 1935.









Vila de  Água Fria - Distrito de Poções
Sendo a vila de Água Fria situada num local muito montanhoso, sem possibilidade de expandir, em 1940, após entendimentos com representantes políticos do distrito e autoridades locais, resolveu-se transferir o povoado para a “Fazenda Caldeirão”, comprada do Sr. João Cancio, com o objetivo de torná-la uma vila, cujo nome foi mudado para “Nova Canaã”, nome de origem bíblica que significa “Terra Prometida”. O projeto para transferir a vila de Água Fria para um local mais acessível partiu do fazendeiro e irmão de Bernardino, Leovegidio Rodrigues de Matos, em comum acordo com os outros irmãos e os moradores da região. Em pouco tempo Nova Canaã começou a se erguer com as casas de telhas e palhoças, tomando forma de uma vila. Essa transferência fez com que rapidamente prosperasse o comércio. Além dos Matos, outras famílias como os Vieira, Freire, Andrade, Oliveira, Sampaio, Duarte, Martins, Barreto, Bulhões, Rocha, Teles e Soares foram chegando.

Em 21 de outubro de 1961, o município de Nova Canaã passou por força da Lei n0 1540 a ser cidade isto é foi emancipado, desmembrado do município de Poções, elevando-se a categoria de cidade.

Leovegildo Rodrigues De Mattos
Leovegildo era chefe do PSD em Nova Canaã junto com as lideranças da 10 Igreja Batista lançou do Pastor Jezimiel para prefeito, mas o pessoal do PSD não aceitou porque já tinha como candidato Samuel Miranda. Leovegildo não concordando criou um diretório do PR em Canaã e registou a candidatura pelo PR e a UDN lançou o nome de Antônio João, marido de Eufrosina R. de Mattos, irmã de Leovegildo R. Matos.









Jezimiel Norberto da Silva


O primeiro prefeito Jezimiel Norberto da Silva (PR – Partido Republicano) foi empossado em 08/04/1963 governando até 06/04/1967. No seu governo deu-se muita ênfase a educação, criou-se muitas escolas na cidade e no interior do município. Calcou a maior parte da cidade, além da construção do Posto de Saúde e do segundo Prédio do Ginásio Florestal e muito fez pelo seu desenvolvimento. Uma urna foi anulada e a eleição foi disputada nessa urna entre os dois mais votados; Jezimiel Norberto e Samuel Miranda, tendo como vencedor Jezimiel Norberto com uma diferença de 22 votos.


 Entrevista com o Sr. Dino



EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

Benizia Maria de Jesus (Biliu) – Grande Apanhadeira de Café e Cantora de Chulas.

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Benizia Maria de Jesus (Biliu) – Grande Apanhadeira de Café e Cantora de Chulas.
Série – Personalidades

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos Nova Canaã, Bahia, 1987. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Benizia Maria de Jesus (Biliu) – Com 65 anos, nascida na Cidade de Castro Alves, BA, em 1922, veio para Canaã ainda pequena com seu pai e sua mãe. Trabalhou na Fazenda de Dolfo e João Moura apanhado  café. Uma grande catadora de Coco e Chula de Café.

Depoimento de Zilton Rocha - Fizemos uma injustiça com Biliu. A acordamos ali pelas 10 ou 11 horas da manhã do dia seguinte à queima da fogueira de São João. A bichinha estava de ressaca (prestem atenção na sua voz. Voz de quem acabou de acordar!) e, como nós também não tínhamos nenhuma vivência com filmagem etc, nem planejávamos nada, era só chegar e fazer o registro e pronto. O que me alivia é saber que pior do que tirar Biliu da cama para conversar, era não ter feito. Hoje não teríamos uma música típica de apanha de café, cantada ao vivo e em cores por uma autêntica protagonista. Ela está aí, presente, para de viva voz contar a sua história que é a história de todas as mulheres que se dedicavam a esses afazeres, recebendo quase nada, mas, ainda assim, não deixavam de fazer da arte uma forma de amenizar a sua situação de vida e também mostrar que a arte não é privilégio de ninguém!!!

Normélha coordenava o Mobral em Nova Canaã e ficava impressionada com a alegria de Biliu depois que se enturmou com os colegas. Cantava, recitava pois ela era muito extrovertida, dinâmica, participativa. A convivência em grupo foi muito importante para ela naquele momento, naquela idade. Desfilou em 7 de setembro foi uma farra só para ela e pra quem conviveu e assistiu suas performances!!!!

Saudades de momentos tão gratificantes!!! Saudades de Biliu com sua espontaneidade!!!


EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

GEIR ANDRADE – GRANDE AMANSADOR DE BURRO EM CAMINHONEIRO EM NOVA CANAÃ - BA

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

GEIR ANDRADE – GRANDE AMANSADOR DE BURRO EM CAMINHONEIRO EM NOVA CANAÃ - BA

Série – Registos Históricos

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos Nova Canaã, Bahia, 1987. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes)

Geir Andrade – Nascido em Água Fria no município de Poções, hoje Nova Canaã, em 1932. Filho de Jairo Andrade Idalece Rodrigues Andrade, morador das Andorinhas, região da Sapucaia, onde nasceram os seus 13 filhos:, Loita Andrade Vieira, Damares, Nadir, Sofia, Celine, Gleide, Ilma, Eleusa, Abias, Geir, Saú, Hudo e Nilton.  Trabalhou inicialmente na fazenda do seu pai na produção de mel de cana, que era vendido para fazer cachaça no Alambique de Pureza em Água Fria e com Café, tendo participado dos mutirões regados a muita chula nas pilas de Café. Com 15 anos de idade (1947) foi amansar burro para vender na Cidade Itabuna, BA, para os serviços das roças de cacau e das tropas de carga. Esse trabalho era compartilhado com Tila, Chico e Vilarino Sampaio. 

Compravam os animais em Pedra Azul e de Manuel Vaqueiro e no caminho até Itabuna, Icoaraci, Itajuípe e Ilhéus, eram amansados para serem vendidos aos fazendeiros. Vilarino Sampaio era o chefe dessa turma. No processo de doma dos burros os piões não podiam deixar o chapéu cai e nem perder a fumaça do charuto. Uma tropa era formada por oito animais.

Conta várias histórias incluído a história do Burro Chapéu Quebrado que substituiu um boi em uma Tourada em Nova Canaã.

Em 1955 vai com o seu pai para Ibirapoã, BA e 1959 deixou de mexer com animal e foi ser caminhoneiro em um Ford 59 em sociedade com um primo.


EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

domingo, 6 de março de 2016

DEPOIMENTOS DE LUCINA OLIVIER, SOBRE O PROJETO HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ


DEPOIMENTOS DE LUCINA OLIVIER,  SOBRE O PROJETO HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ


Olá!
Acabei de tomar conhecimento desta página através da página "Velhas Fotografias de Poções". Me interessei, gosto muito de pesquisar e saber sempre um pouco mais de nossa história. Nasci em Nova Canaã, mas ainda bebê fui pra SP com meus pais e passei a maior parte do tempo por lá, periodicamente eu vinha com eles passear aqui na Bahia pra visitar amigos e parentes.

Meus pais também são desta região. Minha mãe nasceu no Riachinho antiga fazenda/distrito de Iguaí onde também viveram a família dos "Morenos"e meu pai nasceu no Riacho do Clemente.

O Riacho do Clemente é um lugar extraordinário. Há muito tempo um casal chegou por lá Dona Rufina e o Velho Bruno (assim foi conhecido). Não sei muito da história daquele lugar, conheço pelas histórias que meu pai me contou e através dos mais velhos que ainda estão por lá. Sei que existem descendentes acredito que já na quarta geração que levam o nome de "Bruno" em seus sobrenomes.

Bom, onde quero chegar é que a página que relata, divulga a história de Nova Canaã seria interessante saber, vestigar, conhecer e divulgar a história deste lugar. Ainda há filhos do patriarca Bruno morando por lá.

As histórias de lá são fatos curiosíssimos, soube uma vez que dona Rufina era filha de índios e foi capturada e lá uma boa parte deles tem traços de indígenas. Primos foram casando com primos acredito que por questões de terras então todos da família Bruno acabou se tornando "donos" daquele lugar.

Meus avós paternos moraram por lá, mas tbm n sei da origem deles gostaria até de saber, mas é difícil investigar uma vez que n tenho referências dos parentes deles.

Achei interessante estes vídeos feitos com moradores, comerciantes de pessoas que fizeram a história de Nova Canaã postados na página. Seria interessante estender ao meio rural e descobrir um pouco mais desta região para que não seja esquecida e para que canaaenses possam saber mais da história do município.



Saudações,

Luciana




Entrevista com Sr. Bruno - um dos fundadores da região do Riacho do Clemente


Mas o Bruno do vídeo não é o mesmo Bruno do Clemente. Esta semana eu li um post que fala do Sr. Bruno, no mesmo texto tbm fala da origem do nome do Rio do Vigário. Li pra minha mãe que me disse que ela e os irmãos foram batizados pelo Sr. Honorato e eu batizada pelo sr. Bruno. São histórias fragmentadas, mas que vão se encaixando uma a outra. Gosto muito desta busca pelo nosso passado.

ROSALINA RODRIGUES DE MATTOS, A MÃE DOS MATTOS - ENTREVISTA Dr. ELIFAZ ANDRADE MATOS com 83 anos

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

ENTREVISTA - Dr. ELIFAZ ANDRADE MATOS com 83 anos
ROSALINA RODRIGUES DE MATTOS - A MÃE DOS MATTOS

SERIE HISTÓRICA


Elifaz Andrade Matos
Elifaz Andrade Matos - Filho de Sinfrônio Rodrigues de Matos e Gether Andrade Matos (Irmã de Ozório Andrade), nascido em Nova Canaã em 17/06/1930, Faz Boa Vista (1917) irmão de - Jô - Herodita - Anatonina - Elifaz - Anatotita - Eliú - Eliude - Loide - Amoz - Abimael, todos com sobrenome Andrade de Matos. Casado com Noelha Matos em 1958 tendo como filhos Ivana - Lilian – Robson.

Nessa entrevista conta a saga da Família Mattos na migração de Jenipapo (Bahia) até as Matas do Gongogi, e as lutas e conquistas de seu pai Sinfrônio Rodrigues de Matos e de seus irmãos na conquista de suas terras. Relembra a infância e o convívio com a sua avó na Fazenda Boa Vista.

Sinfrônio Rodrigues  De Matros
Sinfrônio Rodrigues de Matos, quinto filho de Joaquim Ignácio de Matos Filho e Rosalina Rodrigues de Matos Casados em 1982. Nascido em Três Lagoas em 1990, onde morava a Família Mattos, depois vieram para Jenipapo, Município de Areia (Ubaíra). Neto do Alferes Joaquim Ignácio de Matos (Barba de Ouro), Português casado com uma Índia (Tribo Mongóis), Umbelina de Mattos com quem teve os filhos Joaquim Ignácio de Mattos Filho - João Ignácio de Mattos - Carlota Ignácio de Mattos.  Primo do Alferes José Pereira de Matos (1820-1877), tronco dos Matos da Capada Diamantina da Bahia. Um dos 07 irmãos Mattos (Deolinda, 1881, Bernardino 1883-1970, Inocêncio 1984-1971 Eflrosina 1885, Roberto 1887, Sinfrônio 1890-1964, Leovigildo 1893-1972) que migrarão do Distrito de Jenipapo, Município de Areias (Ubaíra) para desbravar as matas do Rio do Vigário, Gongogi e fundar a Cidade de Nova Canaã - Bahia. Migrou para a região em 2010, adquirindo a posse da Fazenda Boa Vista em 1917 quando trocou a mesma por uma espingarda. Homem de muita fibra e de um carinho excepcional com os seus filhos e sobrinhos. Tomou conta da sua mãe até a sua morte com 96 anos na sua fazenda. Na Fazenda Boa vista funcionou a Igreja Batista do Pombal e a primeira escola primária em 1928 onde funcionou por dois anos tendo com professor o enérgico professor Lulu até ser transferida para a Fazenda Floresta de Bernardino quando foi chamada de Escola Florestal.

Rosalina  Rodrigues de Mattos – Filha de Manoel Rodrigues do Nascimento, irmã de Cassimiro Rodrigues do Nascimento, João Rodrigues do Nascimento e Antônio Rodrigues do Nascimento (pai de Feliciano Rodrigues do Nascimento que casou com Francisca Vieira, irmã de José Feliciano Vieira ovó dos filhos de Bernardino Rodrigues de Mattos), teve um papel de fundamental importância na criação dos seus filho e na migração da região de Jenipapo (Ubaíra) para a região do Gongogi em 1910. Mulher forte e de muita fibra que faleceu velhinha com 96 anos, na Fazenda Boa Vista de Sinfrônio Rodrigues de Mattos, após dois anos doentes em cima de uma cama. Teve 07 filhos com Joaquim Inácio de Matos e 01 filho com João Rodrigues do Nascimento de nome Fulgêncio Rodrigues de Mattos.



Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Salvador, Bahia em 21/09/2013.

Música – Não Vai Secar – Dinho Oliveira
EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES - 2016