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terça-feira, 1 de março de 2016

BENVINDO BATISTA MOTA – O GRANDE CONSTRUTOR DAS ESTRADAS DE NOVA CANAÃ - PERFIL

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

BENVINDO BATISTA MOTA – O GRANDE CONSTRUTOR DAS ESTRADAS DE NOVA CANAÃ - PERFIL

Série – Histórica

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Nova Canaã, Bahia, outubro de 1990 quando Benvindo B. Mota tinha 80 anos.

Benvindo Batista Mota - 1990

Benvindo Batista Mota – Nascida no Município de Itamarantiba, MG em 1910, migrou para a Cidade de Poções em 1932, se radicando na região das Andorinhas nas proximidades da Vila de Água Fria. Veio para região quando resolveu seguir para o Rio de Janeiro saindo de Itamarantiba em Minas Gerais passando por Porções para chegar a Ilhéus e pegar o navio. Ficou em Poções e foi contratado pela prefeitura (Manuel Emiliano de Andrade – Maneca Moreira), se especializando e abrir estradas. Casado com Dona Noveyork, filha de Salustiano Venâncio Sampaio morador das Pedrinhas que teve como filha Noveyork, Fé, Esperança e Caridade. Do casamento de Benvindo com Noveyork nasceram 9 filho: Veronica; Ebert; Roberto, Davi, Tibiriçá, Itamar, Neide Liliane Sampaio Mota, Yara e Ubirajara Sampaio Mota. Foi vereador por quatro mandatos em Nova Canaã e vice-prefeito na gestão de Marival Fraga.




Construção da estrada em 1962
História da Construção da BA-262 que liga a Cidade de Poções, passando por Nova Canaã (terra prometida), Iguaí (fonte de beber água), Ibicuí (água do pó da terra) até Ponto de Astério. Antes de 1935 havia uma estrada de pedestre que ligava Poções as vilas de Morrinhos, Água Fria, Iguaí até o Povoado do Guarani (Ibicuí). No mandato de Maneca Moreira, prefeito de Poções em 1935, Benvindo Mota foi encarregado de construído os primeiros 30 km até o Capa-Bode, com orçamento da prefeitura e ajuda dos fazendeiros. Todo esse trecho foi construído na mão com auxilio de Juntas de Bois que puxavam um couro para carregar terra e pedras, sem o uso de maquinas. Peixoto Junior (Dr. Peixoto) assume com a morte de Maneca Moreira, na época do Integralismo, contrata um topógrafo e locar melhor a estrada (Poções até o Rio das Mulheres), usando uma verba de 50 contos de reis. Posteriormente Benvindo Mota, loca a estrada no olho até o povoado de Nova Canaã, seguindo para Iguaí, com a ajuda importante de Manuel Martins de Souza. Essa aventura foi iniciada em 1945 com a inauguração da estrada em 1948. Nessa época erra representante político de Água Fria; Leovegildo R. Matos tendo como vereadores, eleitos pelo povoado; Samuel Miranda, Antônio Teles Barreto e Edgar Brandão.

Construção da estrada em 1962
O primeiro carro a entra nessa região foi um antigo Ford de Manuel Martins de Souza, que trouce uma Turbina Elétrica de Poções até o Povoado de Iguaí. Nessa época só havia estrada até o Rio das Mulheres. O Dr. Peixoto ordenou que Benvindo, com uma turma de 15 operários, fosse abrido e ajeitando a estrada pedestre para que o caminhão se deslocasse até Iguaí com a turbina para ser instalada no rio Gongoji. Essa operação levou 14 dias do Rio das Mulheres até Iguaí. Muitos meninos e adolescentes da época viram pela primeira vez um carro, incluído Noeme Martins Matos, sendo esse evento marcante na vida da comunidade de Água Fria. Como Manuel Martins era muito brincalhão as crianças perguntaram o que o caminhão comia e ele muito esperto falou que era banana e jaca. Mais tarde havia muitas bananas e muitas jacas trazidas pela meninada para que o caminhão pudesse se alimentar.

De Iguaí para Ibicuí e posteriormente para Ponto Astério a estrada foi feita no braço, sem ajuda pública, com recursos arrecadados dos fazendeiros e comerciantes desses povoados.

Com o apoio do Deputado Manuel Novais aproximadamente 25 km da estrada era construída a cada eleição para Governador, já com topografia feita pelo DNER, levando 12 anos para ser concluída até Ponto de Astério.

Em junho de 1960 o Govenador Juracy Magalhães no final do seu governo, após uma visita a região, autoriza a construção definitiva da estrada, BA-262, sendo inaugurada de junho 1962. O Engenheiro do DERBA responsável foi Ademar Dantas junto com a empresa IMPAC que fez a estrada de Poções para Iguaí a Esper de Ponte de Astério a Iguaí. Prefeito de Poções Olímpio Rolim

Em 1990 no governo de Waldir Pires o trecho de Poções para Nova Canaã foi finalmente asfaltado.




Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Nova Canaã, Bahia, outubro de 1990 quando Benvindo B. Mota tinha 80 anos.

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES – 2015


INSTITUTO FLORESTAL BATISTA 1949 a 1960 EM NOVA CANAÃ - Alzira Nascimento (Zirinha)

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

INSTITUTO FLORESTAL BATISTA 1949 a 1960 EM NOVA CANAÃ - Alzira Nascimento (Zirinha)

Série – Educação

Entrevista concedida a Zilton Rocha em Poços, Bahia, 1992 quando Profª. Zirinha tinha 76 anos.

Alzira Nascimento (Zirinha) – Nascida no Município de Lages em 1915, fez o curso primário em na Cidade de Lage e o Ginásio em Jaguaquara. Migrou para Nova Canaã em 1949, quando assumiu a Diretoria do Instituto Florestal Batista e o internato para alunos que moravam no interior. Esse internato funcionou em Passaram pelo internato os filhos de Felimueiro, Jose Esquitino de Iguaí, Inocêncio Matos e Isaías Andrade. Nessa época a rigidez do ensino era muito grande, usando-se como método educacional a palmatória e os castigos para punir os erros nas provas orais, famosas sabatinas, onde a arguição das questões eram, feitas em duplas e o aluno que cometia um erro, era castigado geralmente com bolo de palmatória.

Local da Primeira Escola Florestal - Faz. Floresta
Instituto Florestal Batista foi transferido da Fazenda Floresta para uma casa alugada de Antônio Teles em Nova Canaã em 1949, por um ano até a construção do prédio do Instituto em 1950. Nessa época foram professores Noeme Martins Matos, Ruth Couto Arranha e Belquice Matos Santos. Em 1969 é fundado o Ginásio Florestal e em 1960, Zirinha vai para Poços. Em Poços continua lecionando em uma escola particular fundada por ela. Se aposentou com 70 anos de idade com 34 anos dedicados ao ensino, pela Prefeitura de Poções.






Inauguração da Igreja Batista de Nova Canaã
O nome Florestal foi dado por ter iniciado na fazenda Floresta do Sr. Bernardino Rodrigues de Matos. No ano de 1930 o Sr. Bernardino trouxe da cidade de Jaguaquara, Bahia a professora Ana Dulce, conhecida como D. Tutu, e construiu em sua fazenda um salão e casa residencial para moradia e escola.

Em 18/01/48, A Igreja Batista deliberou a mudança da sede do Educandário para a Vila de Nova Canaã, funcionado provisoriamente na casa de Antônio Teles.






Cede  Provisória do Instituto Batista Floresta - Casa de
Antônio Teles Barreto na Vila de Nova Canaã
Conforme a Ata N0 39 da Igreja Batista forma convidadas as professoras Francisca Vieira e Alzira Nascimento, para lecionar no ano de 1949. Ficando Francisca Vieira como diretora. Segundo a Ata N0 60 da Igreja Batista, foi nomeada uma comissão para construir o Prédio escolar em Nova Canaã, sedo presidente o Pastor Jacinto da Silva o vice-presidente Bernardino Rodrigues de Matos e auxiliares: Leovegildo Rodrigues de Matos; Sinfrônio Rodrigues de Matos e Paulo J. da Costa.

Ata N0 72 – Os proprietários do Prédio Escolar da Fazenda Floresta que eram Bernardino, Sinfrônio e Leovegildo Matos, doaram a Igreja o referido Prédio para ser demolido e aproveitado o material na construção do novo Prédio Escolar em Nova Canaã. Em 19/01/54, foram convidadas as professoras Marlu Lindoso Norberto Silva e Noeme Martins Matos para ensinar sendo eleito o Pastor Jezimiel  Norberto Silva para Diretor.

Inauguração do Instituto Florestal Batista na sua
cede definitiva - Vila de Nova Canaã
Em 19/07/55, a Igreja nomeio uma comissão para estudar e planejar com criar e iniciar o Curso Ginasial. A comissão foi composta por: Dr. Jesiel Norberto Silva, Bernardino R. de Matos, Pastor Jezimiel Norberto Silva, Dr. Arsênio Moreira da Albuquerque, Washington Mendes Moreira, Leovegildo R. de Matos, Doralice A Monteiro e a professora Alzira Nascimento.

Ata de Organização da Sociedade Educadora Ginásio Florestal, de 19/09/57, da eleição da primeira Diretoria da Sociedade: Presidente Dr. Jesiel Norberto da Silva, Vice-presidente, Pr. Jezimiel Norberto da Silva, secretário, Jovan Vieira Matos, segundo secretário, Noeme Martins Vieira Matos, tesoureiro Onofre Victor da Paz, Procurador, Albérico Antônio Sampaio. Em 16/03/58, a Igreja entrega os Prédios do Instituto Florestal.

Primeira Turam do Ginásio Florestal
Em 01/01/59 - Primeira turma de professores do Ginásio Florestal: Abigail Norberto Matos, Noeme Martins Matos, Marlú Norberto Silva, Jezimiel Norberto Silva, Jesiel Norberto Silva, Ruth Aranha, Belquice Matos Santos e Antônio Barreto – Homenageados - Bernardino R. de Matos, Prof. Belquice Matos Santos e Sgtº Antônio Barreto.
Patrono – Leovegildo R. de Matos.





Primeiro Corpo Docente do Ginásio Florestal


Paraninfo - Jesiel Norberto Silva. Orador Flodenisio Sampaio
Formandos - Adalgisa Santos, Alvacir Batista, Fernando Eleodoro, Fordenísio Sampaio, Gilson Matos, Jairo Gonçalves da Paz, Justiniano Zilton Rocha, Maria Ilda Argolo, Normélia Monteiro, Raul Sampaio, Sebastião da Paz, Stela Gleide Monteiro Walter Vaz Pinheiro e Zezita Moreira
  







Entrevista concedida a Zilton Rocha em Poços, Bahia, 1992 quando Prof. Zirinha tinha 76 anos.

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

BASTIDORES DO PROCESSO POLÍTICO DA EMANCIPAÇÃO DE NOVA CANAÃ – Antônio Teles Barreto

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE NOVA CANAÃ - BAHIA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

BASTIDORES DO PROCESSO POLÍTICO DA EMANCIPAÇÃO DE NOVA CANAÃ – Antônio Teles Barreto
Série – Processo Político

Entrevista concedida a Fernando Matos e Zilton Rocha em Nova Canaã, Bahia, em junho 1987.

Antônio Teles Barreto - Evanaldo Campos Barreto
Antônio Teles Barreto – Casado com Judite Tele com quem teve os seguintes filhos dois filhos. Avo do cantor e poeta Canaese, Evanaldo Campos Barreto (Vavan Carabina). Um dos fundadores da cidade de Nova Canaã sendo o primeiro delegado da Cidade de Nova Canaã na gestão de Jezimiel Norberto e vereados representante do Povoado de Água Fria na época da emancipação política de Nova Canaã tendo uma atuação ativa nesse processo, coletando as assinaturas para da entrada no processo na câmara municipal de Poços na gestão do Prefeito Dr. Peixoto.
Em 1925 foi fundado o povoado de “Água Fria”, pertencendo a Poções; e transformando-se depois em distrito por força do Decreto Estadual nº 9.490 de 24 de abril de 1935.
Decreto do Exm. Sr. Interventor Federal (Francisco Peixoto Junior, Dr. Peixoto) do estão sob o n 9490, de vinte e quatro de abril de 1935 para a instalação do Distrito de Paz de Água Fria. Ata de instalação do sexto Distrito de Paz de Água Fria, do Termo de Poções. Aos 27 dias do mês de maio de 1935, sob a Presidência do cidadão Ramiro José de Souza, primeiro Juiz de Paz em exercício:
Antônio Teles Barreto - Pose do Prefeito  Edmir Costa
-        Primeiro escrivão de Paz – Manoel Monteiro Costa
-        Segundo Oficial do Registro Civil Interino – Doralice Andrade Monteiro
-        Juiz da Comarca – Dr. Fernando Antônio Costa, segundo registro lavrado em 15/10/1942.

Sendo a vila de Água Fria situada num local muito montanhoso, sem possibilidade de expandir, em 1940, após entendimentos com representantes políticos do distrito e autoridades locais, resolveu-se transferir o povoado para a “Fazenda Caldeirão”, comprada do Sr. João Cancio, com o objetivo de torná-la uma vila, cujo nome foi mudado para “Nova Canaã”, nome de origem bíblica que significa “Terra Prometida”. O projeto para transferir a vila de Água Fria para um local mais acessível partiu do fazendeiro e irmão de Bernardino, Leovegidio Rodrigues de Matos, em comum acordo com os outros irmãos e os moradores da região. Em pouco tempo Nova Canaã começou a se erguer com as casas de telhas e palhoças, tomando forma de uma vila. Essa transferência fez com que rapidamente prosperasse o comércio. Além dos Matos, outras famílias como os Vieira, Freire, Andrade, Oliveira, Sampaio, Duarte, Martins, Barreto, Bulhões, Rocha, Teles e Soares foram chegando.

Pastor Jezimiel Norberto da Silva
Em 1961 Nova Canaã finalmente se separou do município de Poções por força da Lei Estadual nº 1.540, de 8 de novembro de 1961, publicada no Diário Oficial de 12 de novembro de 1961. Em 1962 foram organizadas eleições municipais, onde foi criado o Partido Republicano (PR) local, por Manuel Monteiro Costa, que teve como candidato Jezimiel Norberto da Silva para primeiro prefeito de Nova Canaã, com o apoio dos seus amigos correligionários, inclusive de Leovegildo Rodrigues de Matos, que fazia parte do diretório do PSD (Partido Social Democrático). Havia mais dois candidatos, Samuel Miranda (PSD) e Antônio João de Oliveira (UDN - União Democrática Nacional). Em 3 de outubro de 1962 foi eleito o candidato do PR, o pastor Jezimiel Norberto da Silva.






Entrevista concedida a Fernando Matos e Zilton Rocha em Nova Canaã, Bahia, em junho 1987.

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2015

DIFICULDADE PARA SE ESTUDAR EM SALVADOR NA DÉCADA DE 30 - OSIAS MATOS

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

DIFICULDADE PARA SE ESTUDAR EM SALVADOR NA DÉCADA DE 30 - OSIAS MATOS.

Fernando Matos-Onesíforo-Zilton Rocha-Osias Araujo Matos
Entrevista com Osias Araújo Matos com 96 anos, filhos de Roberto Rodrigues de Matos e Ana Araújo Matos, nascido em Nova Canaã em 1916. Nessa entrevista conta a história da sua saga para estudar em Salvador, 1939 em plena Segunda Guerra Mundial, conclusão do Ginásio, Curso de Madureira, Experiência em uma estadia em uma fazendo nos USA e finalmente os estudos no Curso de Agronomia da UFBA, além de relatar a sua experiência na CEPLAC.





Roberto Rodrigues De Matos
Roberto Rodrigues de Matos, quarto filho de Joaquim Ignácio de Matos Filho e Rosalina Rodrigues de Matos, nascido na Fazenda Lagoas dos Bois no município de Areia (Ubaíra) no distrito de Jenipapo. Neto do Alferes Joaquim Ignácio de Matos (Barba de Ouro), Português casado com uma Índia (Tribo Mongóis), Uberlina Matos tendo os filhos Joaquim Ignácio de Matos Filho - João Ignácio de Matos - Carlota Ignácio de Matos.  Primo do Alferes José Pereira de Matos (1820-1877), tronco dos Matos da Capada Diamantina da Bahia. Um dos 07 irmãos Matos (Bernardino, Inocêncio, Sinfrônio, Roberto, Leovegildo, Eufrosina e Diolina) que migrarão do Distrito de Jenipapo, Município de Areias (Ubaíra) para desbravar as matas do Rio do Vigário, Gongogi e fundar a Cidade de Nova Canaã – Bahia, juntos com outros pioneiros.





Entrevista concedida a Fernando Matos e Fernando Matos em Salvador, Bahia em 01/12/2012

EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES – 2013

MEMÓRIAS DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DE NOVA CANAÃ - Ivan Soares Matos

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Nova Canaã - Ivan Soares Matos
MEMÓRIAS DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DE NOVA CANAÃ

SERIE HISTÓRICA

Ivan Soares De Matos
Filho de Cassimiro Ignácio de Matos e Dometília Soares de Matos, nascido em Ubaíra em 1919, casado com Juventina Vieira Matos  com quem teve 05 filhos: Ivan, Vanildo, Ivete, Joel e Inocência e Zenai Matos com quem teve 3 filhos: Zilnai, Edvan e Sergio.

Cassimiro Ignácio de Matos - Filho de João Ignácio de Matos, Neto do Alferes Joaquim Ignácio de Matos (Barba de Ouro), Português casado com uma Índia (Tribo Mongóis), Uberlina Matos tendo os filhos Joaquim Ignácio de Matos Filho - João Ignácio de Matos - Carlota Ignácio de Matos.  Primo do Alferes José Pereira de Matos (1820-1877), tronco dos Matos da Capada Diamantina da Bahia. Um dos 08 irmãos (João Ignácio de Matos Filho, Manoel Ignácio de Matos,  Ângelo Ignácio de Matos,  Cassimiro Ignácio de Matos, Pompílio Ignácio de Matos, Guilhermina Ignácio de Matos, Maria Ignácio de Matos e Adelina Ignácio de Matos).
Cassimiro Ignácio de Matos e Dometília Soares de Matos





 Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Nova Canaã, Bahia em junho/1987.

EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES - 2015

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PLANTAS MEDICINAIS - CULTURA POPULAR

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

PLANTAS MEDICINAIS - CULTURA POPULAR

Reportagem feita nas feiras de Nova Canaã e Poções em Junho de 1987 - Plantas Medicinais vendidas nas feiras populares do Nordeste do Brasil - Conhecimento empírico transmitido ao longo do tempo com raízes indígenas, dos escravos importados da África e na tradição desenvolvida nas áreas remotas do Brasil. Essa riqueza é deixada de lado pela ciência.

Entrevista concedida a Zilton Rocha e Fernando Matos em Nova Canaã e Poções, Bahia em junho/1987.




EDIÇÃO - Fernando Matos
MONTAGEM - CURA FILMES - 2015

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Pau-pra-tudo, Casca-de-anta, Cataia, Pau-picante -  usada como antisséptico para lavar feridas e também no tratamento de quase todos os tipos de problemas gástricos e estomacais, por ser uma planta amarga. Usada para tratar asma e bronquite, disenteria, vômitos, cólicas, reumatismo e como purgante.

Drimys significa, em Grego, “picante”, como o sabor da casca da árvore. Os índios Mapuches, do Chile, consideram-na uma árvore sagrada, atribuindo a ela um grande poder espiritual. Acredito que as árvores têm espírito. Apenas os grupos de princípios ativos, que dão os mecanismos de ação, são muito pouco para explicar a energia das plantas. São um remédio vivo. Nosso corpo, nossas células, reconhecem melhor esse remédio do sinergismo. É usada como antisséptico para lavar feridas e também no tratamento de quase todos os tipos de problemas gástricos e estomacais, por ser uma planta amarga. Usada para tratar asma e bronquite, disenteria, vômitos, cólicas, reumatismo e como purgante. Muito cuidado com a dose, pois essa planta tem poder narcótico.

Pila de Vara - Problemas Estomacais

Jalapa, batata-de-purga, briônia - Para fazer Purgante - A ação laxativa que a jalapa possui auxilia nos casos de prisão de ventre, constipação crônica e vermes, sendo essas suas principais indicações. Essa planta, conhecida popularmente também como batata-de-purga, briônia da América e purga de amarelo leite, é nativa do México, mas encontrou no Brasil um clima favorável ao seu desenvolvimento. Sendo por isso encontrada em grande quantidade na região que vai do centro-sul até o nordeste do país. A planta da família das trepadeiras apresenta raízes tuberosas, grandes e é utilizada há muito tempo como remédio natural para vários males, principalmente na China, onde é adotada também como planta ornamental, devido a beleza de seus pequenos frutos. O chá é feito com as raízes da jalapa, que concentram a maior parte das propriedades medicinais da planta.

São vários os benefícios do consumo do chá de jalapa, e a maioria deles atinge o sistema digestório. A ação laxativa que a jalapa possui auxilia nos casos de prisão de ventre, constipação crônica e vermes, sendo essas suas principais indicações. Muitas moléstias que atingem a pele também são evitadas e melhoradas com o consumo frequente do chá, que auxilia até no tratamento da leucorreia. Entre as propriedades medicinais contidas no chá podemos destacar o poder anti-inflamatório, febrífugo e depurativo. No alívio de dores o chá se mostra eficaz, pois possui substâncias analgésicas. Por funcionar como diurético, o chá auxilia na eliminação de toxinas pelo corpo e pode até ajudar na perda de alguns quilinhos.

Quatro-pataca - É usada contra a sarna; seu chá é útil como catártico; quando ministrado em dose mínima é excelente purgativo. Da família das Apocynaceae, também conhecida como alamanda, dedal-de-dama, carolina, alamanda-amarela, buiussu, camendará, cipó-de-leite, comandara, orélia, quatro-patacas amarelas, orélia-grandiflora, purga-dequatro-pataca, quatro-pataca, quatro-pataca-amarela, santa-maria, sete-pataca. É usada contra a sarna; seu chá é útil como catártico; quando ministrado em dose mínima é excelente purgativo; porém emético violento quando em dose mais elevada e a sua decocção, juntamente com a casca, torna-se um purgante hidragogo muito enérgico, que também é eficaz contra os tumores do fígado e determinados vermes intestinais. Quando ministrado em dose ainda maior, torna-se um vomitivo perigoso que causa diarreia. As flores e as raízes combatem as moléstias do baço.


Jurema Seca - Tomar Banho

Velaminho - Tomar banho quando estiver gripado

Angico - O chá de sua casca serve para combater tosse, gripe, bronquite, dor de cabeça, além de sinusite. Sua casca é cicatrizante e dela também pode-se obter um chá que limpa o sangue e funciona contra hemorragia. Suas sementes podem ser usadas no tratamento de hipertensão arterial e dor de cabeça, porém se ingerida em excesso pode causar alucinação.

Casca de Pau de Ferro - Banho e Purgante

Pé de Veado - Passar nas Juntas, Junta Dura

Contra Erva - Dor de Barriga e Jato (diarreia)

A Contra-erva do México e do Peru, geralmente conhecida na Matéria Médica, tem o tronco herbáceo, as folhas pimatifidas, palmeadas, serreadas e um receptáculo quadrangular. A Contra-erva do Brasil difere desta espécie medicinal. Segundo a descrição de Bernardino Antônio Gomes, a Contra-erva brasileira tem “a raiz tuberosa do comprimento de meia até uma e meia polegada da grossura de meia até uma polegada, quase roliça, muitas vezes quase ovada, por fora cor fosca tirante a ruiva, para o topo quase escamosa, para a base frequentemente anulada a semelhança da raiz da Ipecacuanha, interiormente de cor pálida, compacta. Lançando de todos os lados, principalmente da base, várias radículas lenhosas, de cor ruiva escura, compridas, assoveladas com rugas transversais na parte superior, ramosas; estas radículas cheiram as folhas da figueira e tem um sabor pouco amargo, e um tanto aromático; pelo contrário, o tronco materno pouco ou nada tem daquele cheiro e tem um sabor acre forte que dura por algum tempo na boca, mas quase nada amargo. As folhas são radicais, cordiformes, ovais algumas vezes quase cordiformes, de um e meio até três polegadas mais ou menos de comprimento, da largura de 3/4 até 5/4 de polegada, venosas, um tanto felpudas, de um verde escuro na página superior, de um verde mais claro na inferior, onde sobressaem os veios peciolados, levemente crenuladas. Pecíolos mais curtos que a lamina da folha, guarnecidos de uma felpa sutil. Hastes mais longas que os pecíolos, menos porem que as folhas, quase felpudas. Receptáculo do cálice comum orbicular, monofilo arrodeado, acenoso, coberto todo de flósculos. Estilete, um persistente. Sementes amareladas, ovadas, quase redondas, um tanto comprimidas, echinosas, mucrosadas, com uma margem aquilhada e oposta um tanto plana e reguada” (Memórias da Academia Real de Lisboa).  A Contra-erva brasileira encontra-se em São Paulo, Minas e Pernambuco. A mais preciosa de todas as espécies de Dorstenia, diz Vicente Gomes da Silva, é a que entra no comercio, a qual provem de Minas da Bahia. No Rio de Janeiro encontram-se duas espécies de qualidade inferior, de raiz grossa e mais longa, porém muito pouco aromática. Uma é a Dorstenia drakena, outra a Dorstenia com folhas de jarro. Existem nas outras províncias, outras espécies, a que se chama Tiú ou Tiguassú na Bahia, as duas variedades de Pernambuco descritas pelo Arruda a Dorstenia brionyofolia de Cuiabá, a Dorstenia opifera ou Caiapia de Vellozo, oriunda do Sul, a Dorstenia arifolia, graminea do Rio de Janeiro (ver 

Fruta de São Cipriano - Congestão, Carregar no Bolso para se livrar de Cobra

Mucuná dos Gerais - Carregar no Bolso para Combater dor nas Cadeiras

Bucha de Paulista - Purgante para queda

Fruta de Gindiroba -   trata males do fígado, icterícia, e é digestivo

Pó de Rapé Misturado com Fumo - Espirrar

Fruta da Sucupira - O chá de sucupira é usado para combater a úlcera, gastrite, ácido úrico, aftas, amidalite, artrite, artrose, asma, blenorragia, dermatoses, dor espasmódica, diabete, ronquidão, sífilis, hemorragias, vermes intestinais, além disso, é anticancerígeno e combate as inflamações no útero e no ovário. E mais, é excelente para articulação

Banha de Tartaruga - Dor nas Costa, Espinhaço e Juntas

Banha de Capivara - Beber e passar em locais doloridos

Pixurite - Purgante

Pau de Resposta (Catuaba) - Impotência, afecção do sistema nervoso, bronquite crônica, concentração, convalescença de doença grave, doenças nervosas e emocionais, esgotamento, falta de memória, fraqueza, frigidez, hipocondria, impotência sexual, insônia nervosa, insuficiência mental, nervosismo, neurastenia, paralisia parcial, raciocínio. 

Angico, Angico-branco ou Angico-de-casca - Sua casca tem propriedade adstringente, depurativa e hemostática. É utilizada para tratar leucorreia. O xarope da casca é usado nas bronquites, asma e coqueluche. A resina é usada na fabricação de goma de mascar. Os frutos são venenosos. Estudos clínicos mostram que a planta possui atividade alucinógena e hipnótica. O tanino tranca o intestino.

Araçá Psidium sp. Família: Myrtaceae CONHECIMENTO EMPÍRICO - O chá do broto serve para combater febre alta; seu fruto é comestível. CONHECIMENTO CIENTÍFICO - O chá feito a partir do broto tem alta concentração de tanino, o que alivia no tratamento de diarreia e o faz atuar como cicatrizante. Seu fruto é adstringente e o chá ou infusão da raiz é diurético

Aroeira Myracroduon urundeuva Família: Anacardiaceae CONHECIMENTO EMPÍRICO - O chá produzido a partir do casca combate gripe, tosse, bronquite, além de ser tranquilizante e balsâmico. Quando fervida, sua casca forma uma gelatina que pode substituir o gesso no caso de fratura. CONHECIMENTO CIENTÍFICO - A casca é balsâmica e tônica, e serve para hemorroidas, liberação de vias respiratórias e urinárias e combate a diarreia. Tem comprovado efeito anti-inflamatório, cicatrizante contra úlceras e alergias.

Jatobá Himenaea Caurbarll L. Família: Leguminosas Caesaepiniodeae CONHECIMENTO EMPÍRICO - Na área da medicina sua resina serve para problemas de sangue; a casca, para febre e tosse e tem seu fruto comestível. CONHECIMENTO CIENTÍFICO - A seiva e a semente são ótimas fortificantes, enquanto o chá retirado do seu fruto é utilizado no tratamento de tosse, bronquite, dor de estômago e costas, sinusite, contusão anti-inflamatório da garganta, vermes e diarreias.

Agrião-do-Pará ou Jambu - Inventei um remédio para quem faz quimioterapia. Perdeu a saliva? Masque as folhas de Jambu e volte a salivar. O salivado em farmácia é muito caro. Outro uso que inventei para o Jambu é como anestésico potente. Pode-se fazer um creme para depilação, deixando a área anestesiada. Aí fica fácil para as mulheres e homens vaidosos. A planta ajuda ainda no tratamento da anemia, mas precisa estudar para conhecer a interação medicamentosa. Essa planta é mágica. Eu a trouxe há muito tempo de Manaus e hoje ela já é espontânea na minha quinta, no meu quintal e na minha quinta dimensão.

Acmella oleracea - Uso medicinal. É usada para aliviar dor de dente, para abrir o apetite, nas anemias, usada para tratar escorbuto e falta de vitamina C. A substância responsável por isso é o Espilantol.

Nova Canaã - Egídio Cardoso do Nascimento

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE N. CANAÃ - BA
Idealização e Produção - Zilton Rocha e Fernando Matos

Nova Canaã - Egídio Cardoso do Nascimento

Egídio Cardoso Nascimento - Filhos de José Cardoso e Maria Teodora de Jesus, nascido em uma Fazenda em Iguaí - 01/09/1922. Foi mora em Nova Canaã em 1966, casado com Carmelina Ribeiro Cardoso com quem teve 11 filhos e mais 2 do primeiro casamento.

José Cardos, filho de João Egídio um dos primeiros a migrar de Ubaíra junto com José Antônio Vieira para as terras do Gongogi, região do Riacho de José Antônio, aproximadamente em 1908. Migrarão do Distrito de Jenipapo, Município de Areias (Ubaíra) para desbravar as matas do Rio do Vigário, Gongogi e fundar a Cidade de Nova Canaã - Bahia.

Entrevista concedida a Fernando Matos e Jônatas V. Matos em Nova Canaã, Bahia em 18/07/2000.




EDIÇÃO - Fernando Matos

MONTAGEM - CURA FILMES - 2015